- Em 23 de junho de 1996, Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos na casa de Guaxuma, em Maceió.
- A polícia initialmente sustentou crime passional, mas novas investigações apontaram indícios de assassinato e o inquérito foi reaberto em 1999.
- Em 2013, quatro seguranças da residência foram julgados; o júri reconheceu duplo homicídio, mas absolveu os acusados por clemência.
- O julgamento teve contestações, incluindo alegações de irregularidades, e o processo foi encerrado em definitivo em abril de 2019 pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.
- O caso permanece sob disputa de memória e interpretações, com análises e documentários que questionam o desfecho e a autoria dos fatos.
O caso envolvendo Paulo César Farias e Suzana Marcolino completa 30 anos nesta terça-feira, com o processo encerrado na esfera judicial e sem culpados definidos. O crime ocorreu na madrugada de 23 de junho de 1996, em Guaxuma, praia de Maceió, quando os dois foram encontrados mortos na cama de uma casa de praia.
PC Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello, já era figura central no esquema de governos passados. Suzana era sua namorada na época. A morte ocorreu enquanto Farias respondia a investigações e estava em condicional, com depoimentos previstos na CPI das Empreiteiras.
O caso teve início com a tese inicial de crime passional, defendida pela polícia alagoana, mas uma série de reavaliações técnicas alterou o rumo das investigações ao longo dos anos. O inquérito foi reaberto e os peritos contestaram a versão original, apontando indícios de luta e possible homicídio.
Desdobramentos
Em 2013, quatro seguranças da residência foram a júri popular. O Ministério Público manteve que falharam no dever de impedir o crime. Os jurados aceitaram a tese do duplo homicídio, mas absolveram os acusados por clemência, sem esclarecer quem cometeu as mortes.
O julgamento não resultou em punição e o caso permaneceu sem solução. Em 2019, o Tribunal de Justiça de Alagoas negou a última apelação para reverter a decisão de absolvição. A história continua marcada pela controvérsia e pela memória entre familiares.
Encerramento do caso
O STF só em outubro de 2024 reconheceu a possibilidade de recorrer de decisão do júri quando houver fundamentação inadequada. Mesmo com esse marco, o processo relativo a PC Farias e Suzana foi definitivamente encerrado sem condenação.
Familiares e envolvidos relatam impactos duradouros. A memória do episódio permanece em disputa, com relatos conflitantes sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada em Guaxuma.
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