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MPF processa vereador do Novo por expor pessoas em situação de rua

MPF processa vereador do Novo por expor pessoas em situação de rua para ampliar visibilidade política; indenização mínima de R$ 500 mil pode ser aplicada

Imagem colorida, Hiago Morandi - Metrópoles
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  • O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra o vereador Hiago Morandi (Novo), de Caxias do Sul (RS), por dano moral coletivo à população em situação de rua, pedindo indenização mínima de R$ 500 mil.
  • Segundo o MPF, Morandi gravava vídeos com pessoas em situação de vulnerabilidade em diferentes pontos da cidade para publicar em redes sociais, incluindo uma com mais de 131 mil seguidores.
  • A Procuradoria afirma que as demandas apresentadas nas abordagens não eram encaminhadas aos órgãos responsáveis pela assistência social, o que daria aparência de atuação institucional.
  • O MPF sustenta que houve avaliação de desempenho das publicações, alcance e estratégias para ampliar a audiência, apontando finalidade de ampliar visibilidade política do parlamentar.
  • Além de dano moral, há alegação de que alguns vídeos registraram agressões a pessoas em situação de rua; o caso deve ser analisado pela Justiça Federal e pode ter recursos destinados a programas para a população em situação de rua em Caxias do Sul.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o vereador Hiago Morandi (Novo), de Caxias do Sul (RS). A denúncia acusa dano moral coletivo à população em situação de rua e pede indenização mínima de R$ 500 mil.

Segundo o MPF, Morandi gravava pessoas em vulnerabilidade em pontos da cidade para publicar vídeos em redes sociais, onde o vereador tem mais de 131 mil seguidores. As gravações mostravam dificuldades como moradia, alimentação e acesso a serviços.

A Procuradoria sustenta que as entrevistas pareciam representar atuação institucional, já que eram feitas por um parlamentar em exercício, o que pode ter levado as pessoas a acreditar que haveria acolhimento público.

O MPF aponta que as abordagens tinham como objetivo ampliar a visibilidade e o engajamento político do vereador por meio da exposição de pessoas em extrema vulnerabilidade, conforme depoimento de um assessor do gabinete.

Alguns vídeos seriam, ainda, relacionados a episódios de agressões contra pessoas em situação de rua, segundo a denúncia. Os fatos foram encaminhados aos órgãos competentes para apuração.

> O caso tramita na Justiça Federal, sob a alegação de possíveis violações à Política Nacional para a População em Situação de Rua, instituída pelo Decreto 7.053/2009, e analogias à ADPF 976 do STF.

A ação prevê que, em caso de condenação, os recursos da indenização sejam destinados a programas e projetos voltados à população em situação de rua em Caxias do Sul.

Defesa e próximos passos

Airton Barbosa de Almeida, advogado de Morandi, informou que houve abordagem informal após a divulgação de informações sobre procedimentos no MPF e na Câmara. Não houve intimação formal até o momento.

A defesa aguarda acesso aos documentos e provas para avaliar o caso e adotar as medidas cabíveis, conforme nota enviada ao veículo de imprensa.

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