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PGR afirma que Mendonça deve decidir sobre investigação

PGR afirma que ministro André Mendonça deve decidir sobre investigação de recursos do Banco Master destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro

Paulo Gonet se manifestou no Supremo em favor de que André Mendonça conduza o caso sobre o filme Dark Horse - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • A Procuradoria-Geral da República defendeu que o ministro André Mendonça é quem deve decidir sobre eventual investigação do envio de recursos do Banco Master para financiar o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
  • A posição ocorreu em resposta a diligências solicitadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT) em ação relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Moraes, responsável pelo processo, seria quem determinaria diligências à Polícia Federal, mas a PGR pediu que Mendonça, relator do inquérito, decida a respeito.
  • A acusação envolve recursos supostamente de R$ 134 milhões, com pelo menos R$ 61 milhões repassados por meio de um fundo nos EUA ligado a Eduardo Bolsonaro.
  • O documento de Lindbergh foi incluído numa ação sobre articulações de Eduardo Bolsonaro no exterior para impedir andamento de ação penal contra Jair Bolsonaro; o caso foi encaminhado a Edson Fachin após a manifestação da PGR.

O Ministério Público pediu que o ministro André Mendonça decida sobre a abertura de investigação envolvendo o envio de recursos para o filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu no âmbito de um pedido de diligências feito pelo deputado Lindbergh Farias, em ação que tramita sob relatoria de Alexandre de Moraes.

A PGR sustenta que Mendonça é o relator do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master, e, por isso, deve decidir sobre a eventual investigação. Moraes é o responsável pelo processo em que o pedido foi apresentado.

A defesa aponta que o ministro Flávio Bolsonaro estaria envolvido na operação de financiamento, com autoridades acusando Mendonça de beneficiar o senador por não ter determinado diligências. Segundo o material, R$ 134 milhões teriam sido solicitados pelo empresário Daniel Vorcaro.

Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro. As informações constam de documentos apresentados nos autos relacionados ao caso.

O pedido de Lindbergh Farias integra uma ação que investiga articulações para impedir o andamento de uma ação penal contra Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. O processo tramita no gabinete de Moraes.

Ao receber a manifestação da PGR, Moraes encaminhou o caso para a decisão de Edson Fachin, presidente do STF, para que haja uma definição sobre quem deverá conduzir a apuração. O desfecho depende de decisão do relator.

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