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PGR contesta suspensão de pesquisa que indicou queda de Flávio Bolsonaro

PGR recomenda manutenção da divulgação da pesquisa AtlasIntel; afirma que intervenção judicial deve ser excepcional e baseada em evidências de indução do eleitorado

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
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  • A PGR se manifestou contra a suspensão da pesquisa AtlasIntel que mostrou queda na intenção de voto de Flávio Bolsonaro após a revelação de que ele pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”.
  • O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a divulgação da pesquisa no início do mês.
  • A PGR afirma que a intervenção da Justiça Eleitoral deve ser excepcional, válida apenas quando a pesquisa seja parcial e haja evidências concretas de indução do eleitorado.
  • O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, diz que impugnações não devem partir de insatisfação com perguntas ou críticas à metodologia, e não houve incompatibilidade metodológica que justifique a suspensão.
  • A AtlasIntel sustenta que o áudio só foi reproduzido após o questionário principal ter sido concluído e que os resultados também foram identificados por outros institutos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não haja suspensão da pesquisa AtlasIntel, que mostrou queda na intenção de voto de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento foi divulgado em maio, após a revelação de que o senador pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro. A decisão de suspender a divulgação foi tomada no começo do mês pelo ministro Nunes Marques.

A PGR sustenta que a intervenção da Justiça deve ser excepcional e ocorrer apenas quando uma pesquisa for comprovadamente parcial e houver evidências concretas de indução do eleitorado. O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa, afirma que o filtro deve ser técnico-jurídico e não pautado por consequências políticas.

Espinosa aponta que a impugnação de pesquisas não pode se basear apenas em insatisfação com o teor das perguntas ou com o método empregado. Segundo ele, não há incompatibilidade metodológica que justifique a suspensão nem violação às regras legais e normativas do TSE.

Entenda

Nunes Marques suspendeu a divulgação da AtlasIntel após alegar possível indução de respostas negativas ao apresentar mensagens em que o senador pedia dinheiro a Vorcaro para o longa Dark Horse. A AtlasIntel rebateu, dizendo ter mostrado as conversas aos entrevistados apenas após a conclusão do questionário principal sobre a intenção de voto.

O ministro do TSE também considerou que houve possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário. A AtlasIntel ressaltou que o áudio foi apresentado somente após o questionário principal ter sido finalizado e que outros institutos identificaram resultados semelhantes.

A AtlasIntel afirmou que o áudio foi reproduzido apenas no final do questionário, sem alterar respostas já registradas, e que a entrevista contou com uma página separada para registrar reações ao ouvir o áudio.

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