- O pré-candidato Romeu Zema afirmou que, se eleito, vai revisar a forma de concessão de programas sociais e criar estímulos para quem ingressar no mercado formal, incluindo um prêmio de R$ 5 mil.
- Ele afirmou que o modelo atual gera uma “geração de imprestáveis” e defendeu pré-requisitos para a continuidade de alguns benefícios.
- Zema defende reformas da Previdência e administrativa, combate à criminalidade com um “choque” de atuação e privatizações de estatais.
- Sobre a escala trabalhista, é favorável a uma alternativa à CLT por pagamento de horas trabalhadas e acredita que muitos realizam bicos para manter benefícios.
- No evento da Confederação Nacional da Indústria, foi apresentado o documento Construindo o Brasil 2050, com três eixos para o crescimento e sugestões de reduzir o Custo Brasil, incluindo cortes de custos com energia.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que, se eleito, irá reavaliar a concessão de programas sociais do governo federal. A declaração ocorreu durante um evento em Brasília, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a participação de empresários.
Zema criticou o modelo atual, afirmando que ele cria uma “geração de imprestáveis” que pode passar de pai para filho. Em entrevista aos jornalistas após o discurso, o pré-candidato apresentou uma proposta de prêmio de 5 mil reais para quem deixar programas sociais e ingressar no mercado formal de trabalho, com carteira assinada. Também mencionou a criação de pré-requisitos para a continuidade de determinados benefícios.
O político defendeu duas reformas estruturais: da previdência e administrativa. Também sinalizou a adoção de medidas mais firmes no enfrentamento à criminalidade e a privatizações de estatais, defendendo que não existem “vacas sagradas” entre as empresas públicas. Ele mostrou apoio a um modelo de remuneração por horas para substituir a escala 6×1, permitindo que trabalhadores recebam conforme as horas trabalhadas.
Ao falar sobre o cenário político, Zema afirmou que não teme governar apenas um mandato caso não consiga aprovar as reformas pretendidas. Questionado sobre alianças, ele apontou que cada candidato da direita seguirá sua trajetória no primeiro turno, mas que pode haver apoio no segundo turno. Sobre as críticas de membros do Novo ao acordo com o PL no Sul, o ex-governador disse tratar os “ruídos” como parte da política antiga e assegurou que a posição do partido permanece aberta a apoios, conforme o interesse.
Evento e propostas da indústria
O encontro, realizado pela CNI, reuniu pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Os presentes recebem o documento Construindo o Brasil 2050, com propostas da indústria. O material abrange três eixos: política macroeconômica, estímulo a investimento e produtividade, e redução do chamado Custo Brasil.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o Brasil precisa de uma agenda de Estado de longo prazo para superar obstáculos ao crescimento. Entre as prioridades está a redução de custos de energia, com ênfase na queda de impostos e subsídios na conta de luz, que representam parcela relevante da tarifa. A indústria aponta melhoria do modelo setorial e maior competitividade da energia como caminhos para reduzir o peso da energia nos custos de produção.
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