- O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, sobre uma arma apreendida em Brasília que estava em sua residência, no Jardim Botânico, onde cumpre prisão domiciliar humanitária.
- O depoimento ocorreu dois dias antes do prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para decidir se mantém ou não a prisão domiciliar.
- A arma, uma Glock registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida no Pistão Norte, em Brasília, em 15 de junho, com o militar Estácio Leite da Silva, do Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela proteção do ex-presidente.
- Segundo o militar, o armamento foi entregue em razão de uma pane que parecia de fácil solução, e deveria ser reparado no dia seguinte; a defesa de Bolsonaro afirmou que a arma estava inoperante e que parte do equipamento foi removida pela equipe de segurança para impedir o funcionamento, alegando uso de medicação psiquiátrica.
- Bolsonaro afirmou ter entregue a arma ao segundo-sargento do Exército para a manutenção após perceber o defeito.
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, à Polícia Civil do Distrito Federal. O inquérito envolve uma arma, apreendida em Brasília, que está em nome dele. O depoimento ocorreu na residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária.
A oitiva foi realizada 2 dias antes do prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para decidir se a prisão domiciliar permanece ou é revogada. A defesa teve acesso a 1 hora de preparação com o político antes dos trabalhos com a polícia.
Horas antes, equipes da PCDF chegaram ao condomínio por volta das 14h30 e permaneceram cerca de 40 minutos no local. A arma foi apreendida durante operação de bloqueio no Pistão Norte, em junho, em Brasília.
Contexto da apreensão
Estácio Leite da Silva, militar do GSI, atuando na segurança de Bolsonaro, afirmou que a arma foi entregue após a identificação de uma pane e que o reparo seria realizado com a expectativa de devolução no dia seguinte. A polícia investiga a origem e o transporte do armamento.
A defesa de Bolsonaro informou que a pistola Glock estava inoperante e que houve intervenção do segundo-sargento para manutenção. Segundo relato, a arma permaneceu na residência em Brasília e parte da equipe de segurança retirou uma peça para impedir o funcionamento, alegando uso de medicação psiquiátrica que poderia afetar a cognição.
Bolsonaro apontou que percebeu que a pistola não funcionava e entregou o armamento ao segundo-sargento para manutenção, com a finalidade de corrigir o defeito. Os detalhes constam nos registros da oitiva e nos depoimentos apresentados pela defesa.
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