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Bolsonaro presta depoimento sobre arma apreendida em blitz de cinco minutos

Bolsonaro presta depoimento de cinco minutos sobre pistola apreendida em blitz; defesa afirma que peça de disparo foi removida para conserto, sob efeito de medicamentos

O ex-presidente prestou depoimento à PCDF nesta terça-feira (23/6), em sua residência em Brasília
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em sua residência, na terça-feira, 23 de junho, com duração de cerca de cinco minutos, dentro de uma visita de quarenta minutos.
  • A pistola Glock nove milímetros, de Bolsonaro, foi apreendida durante blitz da Lei Seca no dia quinze de junho, transportada por militar do Gabinete de Segurança Institucional, sem Certificado de Registro de Arma de Fogo no veículo.
  • A defesa afirma que o percussor foi removido para evitar riscos, devido ao uso de medicamen tos psiquiátricos que afetam a cognição, e que a arma seria levada para conserto após Bolsonaro notar falha ao testar o disparo.
  • Bolsonaro está em regime domiciliar humanitário desde 24 de março, por broncopneumonia, com prazo inicial de noventa dias que se encerra em vinte e cinco de junho, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Investigadores avaliam se houve infração administrativa ou crime previsto no Estatuto do Desarmamento (transporte de arma sem conformidade), cuja pena varia de três a seis anos de reclusão e multa.

O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento nesta terça-feira (23/6) à Polícia Civil do Distrito Federal, na residência dele em Brasília. A oitiva, conduzida pelo delegado Thiago Boeing da 17ª DP, durou cerca de 5 minutos dentro de uma visita de 40 minutos.

A apuração envolve a apreensão de uma pistola Glock 9 milímetros durante uma blitz da Lei Seca, no dia 15 de junho. A arma estava no carro do militar Estácio Leite da Silva Filho, do Gabinete de Segurança Institucional, que atua na segurança de Bolsonaro.

Embora o registro no sistema do Exército estivesse regular no nome do ex-presidente, a arma foi apreendida por não haver o Certificado de Registro de Arma de Fogo no momento do transporte. O militar disse que transportava o armamento para reparos, com promessa de devolução.

A defesa de Bolsonaro informou ao STF que a equipe de segurança retirou o percussor da pistola sem o conhecimento dele, alegando que a medida visava evitar riscos, já que o ex-presidente faz uso de medicações psiquiátricas. Segundo os advogados, ele testou o disparo e, ao constatar que o mecanismo não funcionava, pediu que a arma fosse encaminhada para manutenção.

Foi citado ainda um episódio de 22 de novembro de 2025, quando Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, atribuído a alucinações e paranoia associadas aos remédios.

Bolsonaro segue cumprindo prisão em regime domiciliar humanitário por 90 dias, válido até quinta-feira (25). A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para tratar uma broncopneumonia. Moraes negou que o depoimento ocorresse por videoconferência devido a regras de comunicações.

Os investigadores avaliam se houve apenas infração administrativa (falta de documento) ou violação ao Estatuto do Desarmamento, com possível pena de 3 a 6 anos de reclusão e multa.

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