- O PT criou um núcleo de inteligência digital com 14 advogados para monitorar redes e acionar o TSE se necessário, coordenado por Angelo Ferraro.
- O time atua em três frentes: raspagem de dados nas redes (mapas de calor e temas-chave), inteligência estratégica (relatórios e verificação de produção) e perícia digital (validação de documentos).
- A pré-campanha do PT envolve cerca de 60 pessoas, incluindo comunicação, jurídico e estrategistas, com foco na defesa de Lula na disputa pela reeleição.
- O partido espera ampliar o número de representações ao TSE em 2026, já tendo recorrido ao tribunal 63 vezes nesta fase, ante 73 em toda a campanha de 2022.
- Houve disputa interna sobre a coordenação jurídica: Ferraro ficou com a defesa no TSE, enquanto Marco Aurélio de Carvalho assume a coordenação da equipe em São Paulo para a campanha de Lula e, posteriormente, para Haddad no governo paulista.
O PT criou um núcleo de inteligência digital para monitorar as redes durante as eleições de 2026. O grupo atua para acionar o TSE sempre que necessário e valida publicações da comunicação nas redes para evitar problemas legais.
O núcleo é formado por 14 advogados sob a coordenação de Angelo Ferraro, com atuação anterior em 2018 e 2022. A estrutura envolve três frentes: raspagem de dados, inteligência estratégica e perícia digital.
A coleta nas redes mapeia interações e temas mais presentes, gerando mapas de calor sobre os assuntos que ganham mais relevância. A área de inteligência produz relatórios para embasar ações.
A perícia digital valida a documentação produzida, assegurando consistência técnica para levar casos ao TSE. O time de pré-campanha soma cerca de 60 pessoas, entre comunicação, jurídico e estrategistas.
O PT já acionou o TSE 63 vezes na pré-campanha, segundo o levantamento. Em 2022, a campanha totalizou 73 representações, evidenciando expectativa de aumento na judicialização de conteúdos.
A avaliação interna aponta potencial elevado de uso de IA nas eleições, o que aumenta a atuação para remoção de conteúdos considerados desinformação. O objetivo é ampliar o mecanismo de resposta.
Havia disputas internas sobre a formação da equipe jurídica; Edinho Silva indicou Angelo Ferraro, enquanto Lula contou com Marco Aurélio de Carvalho. Ferraro ficou com a defesa no TSE.
Ferraro coordena o grupo do PT; Marco Aurélio, vindo do Prerrogativas, foi designado para coordenar a equipe de São Paulo, ligada à campanha de Lula. O recorte paulista envolve Haddad no governo estadual.
A configuração atual busca conciliar atuação nacional e regional, com foco em respostas rápidas a conteúdos contestáveis, mantendo o discurso institucional da campanha.
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