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Erika Hilton acusa PSOL de descumprir acordo sobre fundo eleitoral

Erika Hilton acusa PSOL de descumprir acordo na distribuição do fundo eleitoral, com privilégio a dirigentes e novas filiações, gerando críticas a critérios de repasse

Erika Hilton (Psol-SP), deputada federal — Foto: Gabriel Reis/Valor
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  • Erika Hilton, deputada do PSOL, afirma que a direção do partido privilegia dirigentes partidários e novos filiados na distribuição do fundo eleitoral de 2026.
  • Ela diz que houve descumprimento de acordos para manter lideranças no PSOL para superar a cláusula de barreira e apoiar Lula.
  • As críticas atingem o presidente da federação, Juliano Medeiros, e a presidente nacional, Paula Coradi; Manuela D’Ávila seria favorecida com mais recursos.
  • O PSOL afirma que a distribuição busca ampliar as bancadas e manter políticas de inclusão, assegurando que Erika terá o maior investimento entre candidaturas proporcionais.
  • O Tribunal Superior Eleitoral divulgou os valores: PSOL poderá receber 131,5 milhões; Rede, 35,8 milhões; somando cerca de 167 milhões entre partidos.

Erika Hilton acusou publicamente o comando do PSOL de descumprir acordo sobre a distribuição do fundo eleitoral para 2026. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (23) por meio de publicação na rede social X, com apoio de pré-candidatos da legenda.

A deputada afirmou estar surpresa com a condução do processo e criticou a ideia de tratar de forma desigual candidaturas, alegando que lideranças que permaneceram no partido para ampliar a bancada e apoiar Lula estariam sendo prejudicadas.

Ela destacou a necessidade de estrutura de segurança e logística para sua campanha pelo estado de São Paulo, por ser parlamentar negra e travesti. Também citou críticas a Juliano Medeiros e Paula Coradi, apontando que Manuela D’Ávila poderá receber mais apoio financeiro.

Reação do PSOL

A direção nacional afirmou que a proposta visa ampliar bancadas e favorecer a reeleição de Lula, sem extinguir políticas de incentivo a candidaturas de grupos sub-representados. O partido informou que o teto de recursos valerá para todos.

Ainda segundo o PSOL, Erika terá o maior investimento entre as candidaturas proporcionais. A legenda disse que o debate segue nas instâncias internas para deliberação, com a intenção de ampliar a diversidade no Congresso.

Contexto financeiro do fundo

O PSOL receberá R$ 131,5 milhões no total de 2026, segundo o TSE, enquanto a Rede terá R$ 35,8 milhões. Juntas, as duas siglas ficarão com aproximadamente R$ 167 milhões dos cerca de R$ 4,9 bilhões distribuídos entre os partidos.

A previsão é de que a proposta seja apreciada nos diretórios das duas legendas na próxima semana, conforme fonte interna do PSOL. A ideia é manter o foco na construção de uma bancada diversa e representativa.

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