- Abelardo de la Espriella ganhou a apuração preliminar da eleição na Colômbia no domingo, 21 de junho, e afirma ter financiado sua campanha com recursos próprios e empréstimos, defendendo independência em relação aos poderes tradicionais.
- A fortuna e as atividades empresariais dele são alvo de questionamentos; veículos de imprensa e deputados americanos levantam dúvidas sobre a origem dos recursos e ligações com clientes associados ao paramilitarismo e à corrupção.
- O candidato possui três nacionalidades (colombiana, americana e italiana) e criou uma “coleção de empresas”, incluindo o escritório De la Espriella Lawyers, a marca De la Espriella Style e Dominio De la Espriella.
- Ele cobra honorários elevados, com valores até entre dois e três milhões de dólares por caso, e já representou figuras de alto perfil, como David Murcia Guzmán, Álex Saab e Alberto Santófimio Botero.
- O patrimônio estimado na Colômbia é de cerca de 19 bilhões de pesos, e a La Silla Vacía aponta cerca de trinta e cinco empresas ligadas ao advogado; a narrativa de sucesso dele é alvo de escrutínio.
Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição na Colômbia em apuração preliminar, afirma ter financiado parte de sua campanha com recursos próprios. O caso levanta dúvidas sobre a origem de seu dinheiro e a relação com clientes ligados a temas controvertidos.
O empresário conservador, que já atua como advogado de figura pública, tem uma trajetória marcada por atuação em casos de alto impacto para a política colombiana. A defesa de sua independência política é apresentada como justificativa para governar sem o alinhamento aos poderes tradicionais.
Críticos destacam ligações com clientes associados a atividades de alto risco e polêmicas, e investigações de veículos de imprensa internacionais já questionaram a transparência de seus ativos. As informações vieram a público após a vitória no segundo turno contra Iván Cepeda.
Fortuna e empreendimentos
A análise aponta que De la Espriella possui três nacionalidades: colombiana, americana e italiana, e acumula investimentos em diferentes setores. Seu portfólio inclui escritório de advocacia, marcas de consumo e empresas ligadas a vinhos e produtos de luxo.
Relatos indicam que o advogado construiu uma “coleção de empresas” com atuação em Colômbia, Panamá e Estados Unidos. A marca envolve atividades administrativas, comerciais e culturais, além de uma presença midiática.
Especialistas citados pela imprensa destacam que o patrimônio estimado varia conforme fonte, com números que sugerem forte concentração de ativos na empresa principal, mas dívidas em outras holdings. Não há confirmação oficial de valores.
Controvérsias e perguntas
Documentos e investigações apontam que alguns clientes teriam histórico de violência ou envolvimento em casos de corrupção, o que alimenta o debate sobre a ética de negócios do recém-eleito. Pedidos de transparência foram apresentados por veículos de imprensa e especialistas.
A cobertura aponta ainda que parlamentares internacionais pediram apurações sobre a origem de recursos usados na campanha, reforçando a necessidade de esclarecimentos oficiais. De la Espriella mantém a defesa de que sua fortuna deriva do trabalho e dos negócios legais.
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