- CNPE adiou pela terceira vez a reunião marcada para 24 de junho de 2026; nova data será divulgada em breve.
- A pauta principal era elevar o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E30 para E32).
- A medida recebe pressão de congressistas e do setor de biocombustíveis, com expectativa de reduzir a importação de gasolina em cerca de 450 milhões de litros por ano.
- O encontro já tinha sido remarcado duas vezes antes (7 de maio e 11 de maio) e, na segunda remarcação, foi cancelado devido a viagem do presidente Lula a Washington.
- A pauta também previa temas como combate a fraudes no mercado de derivados, nova política de comercialização do gás natural da União e a viabilidade de repactuar dívidas da Eletronuclear para Angra Três.
O governo federal adiou pela terceira vez a reunião do CNPE, marcada para 4ª feira (24.jun.2026). O tema principal era elevar o teor de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32). A nova data será anunciada em breve, segundo o Ministério de Minas e Energia.
A mudança ocorreu por motivos de agenda, informou a pasta. A pauta já vinha sendo discutida há meses, com remarcações anteriores devido a compromissos oficiais.
Aval de Alckmin e pressão do setor
No fim de semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin sinalizou apoio à aprovação de 32% para a mistura. A declaração ocorreu durante inauguração da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino.
A medida é defendida por congressistas e associações do setor de biocombustíveis. Eles argumentam que reduziria a dependência de importações em um cenário de instabilidade internacional.
Segundo o Ministério, a mudança pode reduzir a necessidade de importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano.
Outros temas da pauta
Além do etanol, a agenda previa diretrizes de combate a fraudes no mercado de derivados de petróleo. Também entraria a nova política de comercialização do gás natural da União.
Outra discussão tratava da viabilidade da repactuação das dívidas da Eletronuclear. A usina de Angra 3 seria alvo de avaliação para o uso de mecanismos de stand still.
Dívidas da Eletronuclear
A Eletronuclear solicita apoio do Ministério da Fazenda para suspender temporariamente os pagamentos ao BNDES e à Caixa Econômica Federal. Sem a pausa, a estatal afirma que pode enfrentar dificuldades de caixa.
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