- Governo tem feito reuniões semanais com autoridades dos Estados Unidos para tratar da proposta de tarifas adicionais de 25% aos produtos brasileiros, diz o ministro Márcio Rosa.
- Audiência do USTR para 6 de julho, sobre a investigação comercial do Brasil, será voltada ao setor privado e à sociedade civil; Flávio Bolsonaro já informou que participará, e o governo brasileiro participa em nível bilateral.
- Rosa afirmou que as conversas são técnicas e que a participação na audiência envolve a sociedade civil, não o governo diretamente.
- O contexto envolve a investigação dos EUA sobre práticas comerciais do Brasil e a designação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras, abrindo caminho para sanções.
- O ministro criticou brasileiros que vão aos EUA pedir prejuízos ao país, dizendo que o governo dos Estados Unidos age visando seus próprios interesses.
O governo brasileiro tem mantido reuniões semanais com autoridades dos EUA para tratar da proposta do USTR de impor tarifas adicionais de 25% aos produtos brasileiros e da investigação sobre supostas práticas desleais no comércio. A audiência do USTR, marcada para 6 de julho, envolve participação da sociedade civil, segundo o ministro.
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que o governo atua no âmbito bilateral, enquanto a audiência é voltada ao setor privado. Ele indicou que as conversas são técnicas e visam esclarecer pontos da decisão norte-americana.
Segundo o ministro, não há participação direta de autoridades brasileiras na audiência pública. Ele destacou que as negociações ocorrem semanalmente e que há também sessões de consulta conduzidas pelo governo, com participação de representantes oficiais em encontros bilaterais.
Rosa criticou o que descreveu como pressão de certos brasileiros para que os EUA adotem sanções. Afirmou que o enfoque deve permanecer em argumentos técnicos e na justiça da análise, não em pressões políticas.
O assunto ganhou contorno em meio a ações recentes envolvendo o governo de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, anunciou participação na audiência de 6 de julho para defender posições contrárias às tarifas.
Flávio Bolsonaro já havia informado que pediu a classificação de terroristas ao CV e ao PCC junto a Trump, mas alegou não ter solicitado ao governo americano que impusesse tarifas ao Brasil. As decisões dos EUA seguem em linha com medidas contra organizações consideradas terroristas.
Entre na conversa da comunidade