- O presidente da Câmara, Hugo Motta, recebeu nesta terça-feira (23/6) parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária para discutir o PL das dívidas rurais.
- A proposta autoriza o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para renegociação de dívidas de produtores rurais; governo estima impacto de R$ 140 bilhões para o Tesouro em dez anos.
- Motta não informou se pautará o projeto; afirmou que ouvirá todos com equilíbrio e responsabilidade.
- O governo classifica o tema como “pauta-bomba” e teme custos altos, enquanto a bancada ruralista defende a renegociação diante de juros altos, quedas de safra e dificuldade de crédito.
- A movimentação ocorre após acordo que retirou urgência da pauta da 6×1, com Motta para destravar a Câmara e evitar votações sensíveis para a área econômica.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, recebeu nesta terça-feira, 23 de junho, parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir o projeto de lei das dívidas rurais. O encontro ocorreu depois de o texto ter passado pelo Senado.
O projeto autoriza o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para a renegociação de dívidas de produtores rurais. O governo avalia o impacto financeiro como significativo para o Tesouro Nacional, estimando cerca de 140 bilhões de reais em dez anos.
Motta registrou a reunião em suas redes sociais, mas não confirmou se pretende pautar a matéria. O presidente afirmou que manterá atuação equilibrada e buscará ouvir todos os setores.
Contexto político
O tema chega ao domínio da Câmara após o Senado aprovar o texto, em meio a alertas sobre pautas consideradas sensíveis para a economia. O governo teme custos adicionais para os cofres públicos caso a proposta avance.
Aliados de Motta destacam que a Câmara pode funcionar como freio a proposições aprovadas no Senado com alto impacto fiscal. A articulação ocorre em meio a negociações para destravar a pauta legislativa.
A movimentação também acompanha a retirada da urgência constitucional do projeto que encerra a escala 6×1. O governo fez o acordo com Motta para reduzir a pressão de votações de temas econômicos na Casa.
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