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MPE contesta suspensão de pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

MPE contesta suspensão de pesquisa que indicou queda de Flávio Bolsonaro, afirmando que perguntas não violaram imparcialidade; análise retorna ao plenário do TSE

MPE se opõe à suspensão de pesquisa que apontou queda de Flávio - Migalhas
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  • O Ministério Público Eleitoral manifestou-se contra a suspensão da divulgação da pesquisa da AtlasIntel, que apontou queda na intenção de voto de Flávio Bolsonaro.
  • Em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou que o levantamento não apresentou irregularidades que justificassem intervenção da Justiça.
  • A pesquisa, realizada após as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, avaliou o impacto do episódio na intenção de voto; o PL pediu a suspensão, alegando indução de respostas.
  • O ministro Nunes Marques havia determinado a suspensão da divulgação em 8 de junho, proibindo também a veiculação e repubicação do estudo nos canais da AtlasIntel.
  • O plenário do TSE iniciou o julgamento sobre a manutenção da liminar em 9 de junho, mas a análise foi interrompida por pedido de vista da ministra Estela Aranha; não há data definida para retorno.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) opinou contra a suspensão da divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel que apontou queda na intenção de voto de Flávio Bolsonaro. O parecer foi enviado ao TSE nesta segunda-feira, 22, pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa.

O levantamento, feito após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, buscou medir o impacto do episódio na corrida presidencial. A defesa do PL pediu a suspensão, alegando indução de respostas por meio de perguntas sobre o caso Master e um áudio envolvendo Vorcaro.

O ministro Nunes Marques, presidente do TSE, acolheu o pedido e determinou a suspensão da divulgação do estudo, proibindo a divulgação nos canais da AtlasIntel e qualquer republicação ou impulsionamento. A decisão foi tomada em 8 de junho.

O MPE argumentou que não houve irregularidades que justifiquem intervenção da Justiça Eleitoral e que perguntas sobre temas relevantes são permitidas desde que não haja manipulação dos entrevistados. Espinosa ressaltou a necessidade de evidências objetivas de quebra de imparcialidade.

A pesquisa foi divulgada em 19 de maio e indicou uma queda de cinco pontos percentuais na intenção de voto de Flávio Bolsonaro. O plenário do TSE iniciou, em 9 de junho, a análise da liminar, que foi interrompida por pedido de vista da ministra Estela Aranha, sem data definida para retorno.

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