- A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, visando o banco Digimais, ligado ao grupo econômico do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record.
- A investigação aponta suspeitas de fraude contábil e financeira, com possível manipulação de demonstrativos para ocultar a real situação da instituição perante reguladores; foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em São Paulo.
- A Justiça Federal autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens dos investigados.
- A operação reacende controvérsias envolvendo Edir Macedo, líder religioso e empresário, sem a conclusão de responsabilidades individuais até o momento.
- O destino do inquérito ainda não detalhou a participação de cada investigado e segue em apuração pela Polícia Federal.
O Banco Digimais, ligado ao grupo do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record, é alvo da Operação Miragem da Polícia Federal. A ação, deflagrada nesta terça (23), mira suspeitas de fraude contábil e financeira. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em São Paulo, com bloqueio de até 670 milhões de reais em bens.
A PF afirma que houve manipulação de demonstrativos para esconder a real situação econômica da instituição perante reguladores. Ainda não há detalhamento sobre a participação de cada investigado, mas o caso reacende controvérsias envolvendo Edir Macedo, figura central do grupo.
A operação amplia a pressão sobre o empresário e líder religioso. Até o momento, não houve conclusão sobre responsabilidades individuais, apenas indicativos de irregularidades contábeis. A apuração continua em andamento pelas autoridades federais.
Principais polêmicas envolvendo Edir Macedo
1) Prisão por charlatanismo
Em 1992, Macedo foi preso durante investigação de acusações de charlatanismo ligadas à atuação religiosa. O caso ganhou grande repercussão nacional e impulsionou o debate sobre igrejas neopentecostais. Posteriormente, houve liberação e continuidade de atividades.
2) Acusações de lavagem de dinheiro
Em 2011, o Ministério Público Federal denunciou Macedo e outros dirigentes por suposta lavagem de dinheiro, evasão de divisas e participação em organização criminosa. Recursos de dízimos teriam sido movimentados no exterior para ocultar a origem. Processo foi extinto por prescrição em 2019.
3) Declarações sobre homossexuais
Em 2022, Macedo proferiu discurso considerado homofóbico ao comparar pessoas LGBTQIA+ a ladrões. A fala provocou reação de entidades de direitos humanos e parlamentares. Em 2024, ele e a Record foram condenados por danos morais coletivos por conteúdo considerado discriminatório.
4) Investigações sobre importação de equipamentos
Em 2006, o Ministério Público Federal levantou denúncias sobre importação de equipamentos de radiodifusão para a Record. Havia alegações de uso de documentação divergente e subavaliação de valores para reduzir tributos. O caso gerou intenso debate na época.
Quem é Edir Macedo
Nascido no Rio em 1945, Macedo fundou a Igreja Universal em 1977 e já liderou um conglomerado que inclui a Record, editoras, ensino e financeiro. O empresário tem atuação marcante na religião, na mídia e na política brasileira, com influência pública contínua.
Casamento, filhos e atuação
Casado com Ester Bezerra há mais de 50 anos, Macedo tem dois filhos biológicos e um adotivo. Cristiane Cardoso e Viviane Freitas atuam em programas e projetos ligados ao grupo, ampliando o alcance da atuação empresarial e religiosa no país.
Entre na conversa da comunidade