- A defesa de Felipe Cançado Vorcaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal pedido de reconsideração da prisão preventiva, acompanhando um laudo pericial particular que contesta a identificação dele nas imagens de segurança.
- O perito aponta que os dois indivíduos no carrinho de golfe usados para deixar o condomínio Terravista, em Trancoso, não seriam Felipe, mas o sogro dele, Kelson de Oliveira, e outro hóspede identificado como Eduardo Phillipe Dantas Cunha Melo.
- A PF havia usado as imagens para sustentar a prisão do primo de Daniel Vorcaro, citando momentos em que, entre 5h13 e 5h59, personagens parecidos com Felipe aparecem em atividades ligadas à saída do local.
- A defesa alega que as próprias imagens mostram o carrinho retornando ao imóvel com as mesmas duas pessoas após a chegada dos agentes, contestando a participação de Felipe.
- Além do laudo, a defesa cita documentos do BTG Pactual que apontariam movimentações financeiras supostamente indicativas de ocultação patrimonial e que não teriam sido considerados pelo relator nem pela maioria da Segunda Turma do STF.
O primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, pediu ao STF a reconsideração da prisão preventiva. A defesa apresenta laudo pericial particular que aponta erro de identificação em imagens do circuito interno do Terravista, em Trancoso (BA), relacionadas à Operação Compliance Zero da PF, realizada em janeiro.
A perícia sustenta que os dois indivíduos no carrinho de golfe não são Felipe, mas o sogro do acusado, Kelson de Oliveira, e outro hóspede do condomínio, identificado como Eduardo Phillipe Dantas Cunha Melo. O parecer foi anexado aos autos.
A PF já havia destacado que o primo deixou o condomínio às pressas, levando celular e notebook, com registros de horários na madrugada de 14 de janeiro. Relatos apontam 5h13 de início da movimentação de um homem com traços semelhantes aos de Felipe.
Oficialmente, menos de dois minutos depois haveria outra figura parecida a Felipe conferindo o celular, e às 5h38 surgiria no deck. Às 5h40, câmeras captaram duas pessoas num carrinho de golfe, segundo a PF.
Perícia contesta identificação
A defesa afirma que as imagens mostram o carrinho retornando ao imóvel com as mesmas duas pessoas após a chegada dos agentes, o que indicaria erro na identificação. Afirmam que Felipe não estava no carrinho nem participou de qualquer ato para frustrar diligência.
Advogados também citam documentação do BTG Pactual que, segundo eles, esclarece movimentações suspeitas de ocultação patrimonial. O material não teria sido considerado pelo relator ou pela Segunda Turma, apenas por Gilmar Mendes, que votou contra a manutenção da prisão.
Felipe Vorcaro é apresentado pela investigação como integrante do núcleo financeiro-operacional da organização criminosa do Master, quadro que a defesa nega. O caso segue para novos desdobramentos no STF.
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