- Simone Tebet disse ao Poder360 que Jaques Wagner já deveria ter deixado o cargo de líder do governo no Senado para não expor o governo e permitir que ele cuide da defesa; comentário feito nesta terça, 23 de junho de 2026.
- Wagner foi alvo da nona fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada em 18 de junho, com suspeitas envolvendo o Banco Master e outras instituições financeiras.
- O senador afirmou à BandNews que o presidente Lula deve mantê-lo no cargo e negou vínculos comerciais com o Master ou com a Credcesta; mencionou ter negociado com Augusto Lima, ex-sócio do Master, a venda e recompra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador.
- Tebet defendeu a criação de uma CPMI/CPI para apurar o caso do Banco Master, afirmando que o Congresso precisa demonstrar transparência à população.
- Wagner se reuniu na Bahia com o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e com o governador Jerônimo Rodrigues para avaliar o cenário político; governo deve se reunir nesta semana para tratar da posição dele no Senado.
Jaques Wagner (PT-BA) deveria ter deixado o cargo de líder do governo no Senado, segundo a senadora Simone Tebet (PSB). Em interview ao Poder360, Tebet afirmou que, para não expor o governo, o líder deve afastar-se e cuidar da própria defesa. A avaliação é de 23 de junho de 2026.
A defensiva de Tebet surge após a PF deflagrar a 9ª fase da operação Compliance Zero, em 18 de junho, com suspeitas ligadas ao Banco Master. A senadora ressaltou que o atual momento exige medidas que preservem a imagem institucional.
Wagner negou vínculos comerciais com o Master ou com a Credcesta, empresa de cartão de crédito consignado criada no governo da Bahia. Em entrevista à BandNews, o senador disse ter mantido relação com um ex-sócio do Master em negociações de imóvel, sem confirmar responsabilidades diretas.
O senador disse ainda ter sugerido a negociação de uma dinâmica de compra e recompra para o apartamento de Salvador, avaliado em 2,5 milhões de reais. O tema é objeto de avaliação no âmbito de investigações em curso.
A equipe governista avalia uma reunião ainda nesta semana para tratar da posição de Wagner no Senado e de como o Executivo pode gerir a situação. Wagner esteve na Bahia, reunido com Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, para discutir cenários políticos.
Contexto da investigação
Simone Tebet defende a criação de uma CPMI ou CPI para apurar o caso do Banco Master. Ela afirma que a transparência é essencial para o público, especialmente diante de acusações de corrupção no sistema financeiro. A proposta visa abranger aspectos jurídicos e políticos.
A senadora argumenta que o Congresso precisa demonstrar responsabilidade diante de denúncias de grande alcance. O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal já atuam na apuração. A CPMI seria uma ferramenta adicional de escrutínio.
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