- Trabalhadores organizam ato nacional no dia 30 de junho pelo fim da escala 6 X 1, com horários e locais a serem informados em breve.
- A mobilização é liderada pela CUT, Fórum das Centrais, Frentes Brasil Popular, Povo sem Medo e o movimento VAT.
- A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que altera a jornada de 44 para 40 horas semanais, foi aprovada pela Câmara em 27 de maio e aguarda análise do Senado.
- O cronograma prevê: 60 dias após a promulgação, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas; 14 meses depois, chegará a 40 horas, com dois dias de folga, sendo um deles aos domingos, entrando em vigor após o período inicial.
- Há uma audiência pública no Senado marcada para 1º de julho, dia seguinte aos atos, para debater o fim da escala 6 X 1.
A CUT, o Fórum das Centrais, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além do movimento VAT, anunciaram uma ação nacional para o dia 30 de junho. A pauta central é o fim da escala 6 X 1. Os horários e locais dos atos serão comunicados em breve.
A mobilização ocorreu nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, com foco em pressionar o Senado pela aprovação da PEC 221/2019. A Câmara dos Deputados já aprovou a proposta, que altera o regime de trabalho de 6 X 1 para 5 X 2 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais ao longo de um ano. O texto segue para análise no Senado.
Segundo o presidente da CUT, Sérgio Nobre, as atividades de rua devem somar à pressão nas redes sociais para intensificar o escrutínio aos senadores. A agenda também ganha atrativo com a audiência pública no Senado marcada para 1º de julho, no mesmo tema.
Entenda a PEC
A mudança gradual prevê que, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima caia de 44 para 42 horas semanais. Os 40 horas semanais entram em vigor 14 meses após a publicação da emenda. O regime mantém dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos, após o prazo de implementação.
Essa transição gradual busca evitar impactos abruptos na economia e nas atividades das empresas, mantendo a negociação com trabalhadores e empregadores ao longo do tempo. Com as mudanças, a proposta pretende alinhar legislação trabalhista a padrões considerados modernos.
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