- Trump compartilhou uma reportagem do News Max que atribui vitórias políticas de direita na região ao esforço político, citando o Brasil como a disputa eleitoral mais importante do hemisfério e questionando a integridade do sistema de votação.
- O compartilhamento ocorre cerca de uma semana após Trump ter chamado o Brasil de país politicamente difícil.
- Lula respondeu pedindo a Trump para não se meter no pleito nacional.
- O governo brasileiro acompanha, desde o ano passado, a possibilidade de intervenção dos EUA nas eleições de outubro, apesar de as chances terem diminuído com o diálogo entre Lula e Trump; o desentendimento voltou a surgir.
- O texto aponta que apoiadores de Jair Bolsonaro estariam se organizando em torno de seu filho para destituir Lula, e que a eleição gera debate sobre a integridade do sistema eleitoral.
Donald Trump compartilhou nesta terça-feira (23) uma reportagem do News Max que atribui ao ex-presidente americano uma série de vitórias políticas na América Latina, associadas ao avanço de governos de direita na região. O texto cita o Brasil como a disputa eleitoral mais importante do hemisfério e afirma que o processo eleitoral brasileiro tem sido alvo de intenso debate sobre a integridade do sistema de votação.
A publicação ocorre em meio a tensões recentes entre Lula e o governo dos Estados Unidos. O próprio Trump havia classificado o Brasil como politicamente difícil cerca de uma semana antes, em declarações que identificou como perigosas do ponto de vista político. Em resposta, Lula pediu que o norte-americano não se meta no pleito brasileiro.
As falas de Trump também coincidem com monitoramento do governo brasileiro sobre a possibilidade de intervenção dos EUA nas eleições de outubro. Embora esse cenário tenha recuado após encontros diplomáticos entre Lula e Trump, novas declarações do presidente norte-americano contribuíram para acentuar o distanciamento entre os dois líderes.
No último fim de semana, Trump disse ao site Axios que considera Lula “muito volátil”. Ao ser questionado se é fã do atual presidente, ele respondeu que não pensa nele e que não poderia se importar menos, acrescentando que Lula é um tipo diferente de pessoa agora.
Contexto diplomático
O governo brasileiro enxergou a divulgação como uma reação às críticas de Lula ao novo tarifaço estadunidense. Auxiliares do presidente afirmaram que o descompasso entre as duas administrações existe, mas não configura ruptura irreversível, ainda que tenha caráter estrutural.
No texto compartilhado por Trump, o foco é a atenção regional voltada ao Brasil. O material aponta que apoiadores de Jair Bolsonaro estariam se articulando para buscar a destituição de Lula, sob a narrativa de que a eleição brasileira envolve debate substancial sobre a integridade do processo e a condução de uma disputa considerada livre e justa por todos os lados.
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