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Campanha pede criação de Política Nacional de Saúde Mental Climática

Campanha pede Política Nacional de Saúde Mental Climática e centros de Resiliência para atender impactos emocionais de eventos climáticos

Instituto do Câncer Infantil/Divulgação
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  • A Time To Act lançou a campanha Saúde Mental Climática para debater (em âmbito público) os danos emocionais, psicológicos e comunitários causados pela crise climática.
  • O movimento pede a criação de uma Política Nacional de Saúde Mental Climática, por meio do Projeto de Lei 6151/25, que tramita na Câmara dos Deputados.
  • O PL prevê um Sistema Nacional de Saúde Mental Climática e a implantação de centros de Resiliência, Cura e Reconstrução de Comunidades para atender diversos grupos, de crianças a idosos.
  • A ideia ganhou impulso após iniciativas durante a COP trinta e debates com senadores e deputados, buscando tirar o projeto do papel ainda neste ano.
  • A campanha enfatiza combate à desinformação, integração de ações de prevenção e apoio a comunidades atingidas por eventos climáticos extremos, com foco em grupos vulneráveis.

A campanha Saúde Mental Climática, lançada pela organização Time To Act, pede a criação de uma Política Nacional sobre saúde mental ligada às mudanças climáticas. O foco é estimular debates sobre os impactos emocionais, psicológicos e comunitários da crise climática no Brasil, com a conclusão de hospitais, escolas e serviços sociais integrados.

A iniciativa objetiva o encaminhamento do PL 6151/25, já em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto, apresentado por Pompeo de Mattos e Fernanda Melchionna, cria o Sistema Nacional de Saúde Mental Climática e centros de Resiliência, Cura e Reconstrução de Comunidades.

Proposta e objetivos

O texto do PL prevê atuação intersetorial entre assistência social, saúde, educação e defesa civil, atendendo a todos os grupos populacionais, incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência e profissionais da rede. A ideia é prever ações de prevenção e divulgação científica.

Segundo os autores, o sistema deve contemplar espaços de divulgação de ciência e de apoio às comunidades atingidas por riscos climáticos extremos, com foco na recuperação coletiva e na redução de traumas. A proposta também destaca a necessidade de continuidade de políticas públicas mesmo após emergências.

Contexto e relatos de campo

Em entrevista à Agência Brasil, Luciana Brafman, fundadora da Time To Act, voltou a enfatizar impactos de desastres climáticos em diferentes grupos, citando enchentes no Rio Grande do Sul e desdobramentos sociais. Ela aponta que muitos atingidos ficam sem suporte adequado por longos períodos.

Brafman também atua na ONU como consultora de políticas públicas sobre clima, sustentabilidade e bem-estar comunitário. Ela destaca que populações vulneráveis, como povos originários e comunidades negras, sofrem de forma desproporcional com a degradação ambiental.

Conexões internacionais e desinformação

A mobilização surgiu após a exibição do documentário Memória Radical durante a COP30, em 2025, quando participações de ativistas gaúchos e de representantes do Rio Grande do Sul buscaram apoio parlamentar para levar o projeto ao Congresso. A campanha também visa enfrentar a desinformação sobre mudanças climáticas.

Dados de pesquisas da FGV indicam que, embora haja ceticismo em relação à severidade da crise climática no Brasil, muitos brasileiros apoiam políticas pró-clima. Estudos da Fiocruz apontam relação entre conhecimento, valores de justiça social e menor negacionismo climático.

Observações finais sobre operacionalização

O projeto também aborda a necessidade de ampliar a formação de profissionais de saúde mental em situações de emergência, inclusive com ações de prevenção e atendimento comunitário. A iniciativa pretende reforçar a resiliência de comunidades vulneráveis diante de eventos climáticos extremos.

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