- Hortência Picciani, viúva do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani, tem 37 anos e atua como influenciadora, usando humor para explicar política de forma acessível.
- Ela criou vídeos com “conselhos” à Michelle Bolsonaro, inspirada por formatos de influenciadores e conectando experiências pessoais a figuras públicas.
- O conteúdo também aborda outras figuras, como Janja, buscando não parecer direcionado a apenas um lado político, e envolve a disputa judicial com os filhos do ex-político, Leonardo e Rafael.
- A ideia nasce da sua experiência como madrasta, mostrando que conflitos familiares existem em diferentes classes sociais.
- Sobre a prisão de Jorge Picciani, afirma ter enfrentado olhares de quem a via como “esposa do corrupto” e diz que hoje o defende; não pretende se candidatar, mas pode contribuir de outras formas.
Hortência Picciani, viúva de Jorge Picciani, responde a perguntas sobre a fase de influenciadora e os vídeos com “conselhos” para Michelle Bolsonaro. Em entrevista exclusiva, ela comenta a disputa judicial com os filhos do ex-presidente da Alerj, Leonardo e Rafael Picciani, e o novo papel na internet.
Aos 37 anos, Hortência vive em meio aos bastidores da política fluminense. Jornalista por formação, ela descreve a trajetória desde o contato com o MDB até a prisão de Jorge, na Operação Lava Jato. Ela também cita a decisão de cursar Direito para entender o processo que a condenou.
A proposta de conteúdo digital surgiu a partir de um curso de marketing. Ela diz usar humor para explicar temas políticos e alcançar o público fora do meio político, sem abandonar a objetividade necessária.
Conteúdo na internet e “conselhos” a Michelle Bolsonaro
A série de vídeos surgiu a partir de uma experiência pessoal e de interesses em figuras públicas. Hortência afirma ter observado formatos de influenciadores para adaptar à política, buscando um público que não acompanha o tema com frequência.
Ela explica que o foco não é apenas falar de Michelle Bolsonaro, mas tratar de situações envolvendo outras figuras públicas para evitar parcialidade. A ideia é discutir temas relevantes por meio de situações familiares comuns.
Ao falar de Michelle, Hortência admite identificação com a pressão que a ex-primeira-dama pode enfrentar. Ela destaca ainda a condição de ser segunda esposa e o impacto da convivência com enteados em um contexto de poder.
Relação entre vida pessoal e política
A influenciadora destaca que a experiência como madrasta e o convívio com o segundo casamento ajudam a construir a narrativa. Segundo ela, o objetivo é mostrar que problemas familiares transcendem classes sociais.
Ela também comenta a ausência de contato direto com Michelle Bolsonaro, reforçando que não houve resposta aos seus vídeos. A viabilidade de uma resistência por parte dos filhos do presidente é citada como possibilidade em cenários de poder.
Perspectiva política e críticas à polarização
Hortência se define como alguém de posição central, concordando com pautas de ambos os lados. Ela afirma que a polarização dificulta a leitura da realidade e a compreensão de propostas.
A discussão sobre mulheres em política é ressaltada pela viúva de Picciani. Ela cita críticas frequentes a figuras de destaque, como Michelle Bolsonaro, Janja e a ministra Carmen Lúcia, destacando que maior exposição costuma implicar maior volume de críticas.
Sobre a prisão e o legado de Jorge Picciani
Ela recorda o período de prisão de Jorge Picciani, dizendo que enfrentou preconceito, mas passou a defender o marido com convicção. Hortência afirma que houve irregularidades na Lava Jato e que o poder pode ser perigoso.
No momento atual, ela destaca que não pretende concorrer a cargos públicos. Afirma que contribuir para a população pode ocorrer em funções não eletivas, com planejamento e continuidade.
Relação com os filhos de Jorge Picciani
A entrevista aborda o distanciamento entre Hortência e os filhos de Jorge, mencionando que o tema é sensível e prefere não comentar. Sobre o futuro, ela expressa desejo de amadurecimento entre as partes envolvidas, deixando decisões para o tempo.
Ela encerra destacando a importância de manter a memória do pai como um exemplo de educação e cuidado, especialmente para o filho Vincenzo, a quem Nina descreve como educado e gentil.
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