- O ministro André Mendonça determinou que o Complexo Penitenciário da Papuda preste esclarecimentos sobre abordagem de policiais penais a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, com prazo de 48 horas para explicações e identificação dos envolvidos.
- A defesa relatou que policiais penais fizeram perguntas formais dentro da prisão, sem agendamento e sem a presença de advogados, com foco na possibilidade de acordo de colaboração premiada.
- O episódio teria ocorrido na semana passada, quando Antunes foi retirado da cela e levado a uma sala do presídio.
- Antunes está preso preventivamente desde 12 de setembro de 2025 e foi um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril.
- Segundo a Polícia Federal, pessoas e empresas ligadas ao lobista receberam R$ 48,1 milhões em descontos suspeitos a aposentados e R$ 5,4 milhões de empresas ligadas às entidades, totalizando R$ 53,5 milhões em desvios; o empresário negou participação no esquema em depoimento à CPMI do INSS.
O ministro do STF André Mendonça determinou que o Complexo Penitenciário da Papuda preste esclarecimentos sobre a abordagem de policiais penais a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O despacho foi assinado na segunda-feira (22) e estabelece o prazo de 48 horas para as explicações e a identificação dos envolvidos.
Segundo a defesa de Antunes, policiais penais fizeram questionamentos informais dentro da prisão, sem agendamento e sem a presença de advogados. Entre os temas, estava a possibilidade de um acordo de colaboração premiada, com insistência de cerca de uma hora.
O episódio teria ocorrido na semana passada, quando Antunes foi retirado da cela e levado a uma sala do presídio. Ele está preso preventivamente desde 12 de setembro de 2025, e foi um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril.
Conforme a Polícia Federal, pessoas e empresas ligadas ao lobista receberam R$ 48,1 milhões por meio de associações suspeitas de descontos indevidos em benefícios de aposentados, além de R$ 5,4 milhões de empresas vinculadas a essas entidades, somando R$ 53,5 milhões em possíveis desvios.
Em depoimento à CPMI do INSS, Antunes negou participação no esquema e caracterizou a prisão como grave, atribuindo as denúncias a motivos pessoais de ex-parceiro comercial, descrevendo-as como mentira e calúnia. A defesa reforça a ausência de provas diretas contra o empresário.
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