- Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado após investigação da Polícia Federal ligada ao Banco Master; cargo fica vago até a escolha de um substituto pelo Planalto.
- Nomes cotados para a vaga incluem Camilo Santana, Teresa Leitão e Otto Alencar, com Santana tendo sido ministro da Educação até 2026 e Alencar já tendo ocupado o posto.
- Wagner afirmou, em reunião com o presidente Lula, que houve afastamento da liderança do governo por acordo entre eles, primeira conversa presencial entre ambos na quarta-feira (24).
- A operação levou dezoito mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF; valores apreendidos somam R$ 589.823, conforme apurado pela RECORD.
- Especialistas avaliam que a crise pode impactar a estratégia eleitoral do PT na Bahia e a campanha de Lula, com risco de desgaste se a investigação se expandir para outros nomes do partido.
Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado após ser alvo de uma operação da Polícia Federal ligada ao Banco Master. Com o afastamento, o cargo ficou vago até que o Planalto indique um novo nome de confiança.
O PT-BA, que abriga Wagner, vê entre os cotados o senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação de Lula, e a senadora Teresa Leitão, que mantém boa relação com o governo e não está na disputa eleitoral. Também circula o nome de Otto Alencar, atual presidente da CCJ, que já substituiu Wagner em 2024 durante licença.
A dupla Lula-Wagner participou de uma reunião pessoal nesta quarta-feira, 24, em que foi comunicado o afastamento. A conversa foi apresentada como acordo entre as partes para preservar a articulação do governo no Congresso.
Operação
Jaques Wagner é investigado pela PF, com mandados de busca e apreensão cumpridos em Brasília e na Bahia na quinta-feira anterior, dia 18. Os valores apreendidos somam 589.823 reais, conforme levantamento da RECORD, com base na cotação atual de moedas internacionais.
A defesa apresentou à Suprema Corte um recurso para anular a decisão de buscas, ainda conforme informações de fontes ligadas ao caso. Segundo Wagner, os montantes seriam diárias pagas pelo Senado, não verbas ilícitas.
Aliados do governo defendem a saída para evitar que o episódio atrapalhe a reeleição de Lula em outubro. Para o cientista político Murilo Medeiros, a crise não se resolve com a saída isolada de Wagner, mas pode alcançar outras lideranças do PT na Bahia, principal colégio eleitoral do Nordeste.
O cenário aponta para uma semana de alterações no alcance da articulação política do governo, com desdobramentos ainda indefinidos sobre quem deverá conduzir a liderança no Senado nos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade