- Keiko Fujimori lidera o segundo turno com 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% de Roberto Sánchez, diferença de 43.386 votos; ainda cabem aproximadamente 26.200 votos para ambos.
- O líder do partido Juntos pelo Peru pediu a anulação dos votos no exterior, alegando irregularidades, mas a autoridade eleitoral considerou improcedente o pedido.
- Se tivessem sido excluídos os votos no exterior, Sánchez teria 50,11% dos votos válidos, 38.007 votos a mais que Fujimori.
- O resultado oficial deve ser anunciado até meados de julho; Sánchez afirmou que continuará contestando a votação.
- Keiko Fujimori, de 50 anos, concorre pela quarta vez à Presidência, lidera o Força Popular e é filha do ex-presidente Alberto Fujimori.
Numa disputa acirrada, Keiko Fujimori, candidata de direita, lidera com vantagem mínima sobre o adversário Roberto Sánchez. A apuração aponta 50,11% dos votos válidos para Fujimori e 49,88% para Sánchez, com diferença de 43.386 votos. Ainda há aproximadamente 26.200 votos a serem contabilizados para ambos.
O líder do partido Juntos pelo Peru pediu a anulação da votação no exterior, alegando suposta irregularidade nesses votos. Caso sejam desconsiderados os votos no exterior, Sánchez assumiria a frente com 50,11% dos votos válidos, 38.007 votos a mais que Fujimori.
A autoridade eleitoral rejeitou o pedido de anulação dos votos de peruanos no exterior. O resultado oficial do segundo turno deve ser divulgado até meados de julho.
Keiko Fujimori tem 50 anos e concorreu pela quarta vez ao cargo máximo do país. Em campanhas anteriores, chegou ao segundo turno em três ocasiões, consolidando uma imagem de resistência e capacidade de mobilização.
Ela lidera o partido Força Popular, de inspiração conservadora, e é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000. Seu pai ficou associado a políticas de segurança duras e a episódios de violação de direitos humanos.
A campanha de Fujimori enfatizou lei e ordem, alinhando-se às políticas de décadas anteriores de seu pai. O desafio atual é governar um país marcadamente dividido e manter estabilidade institucional, com mudanças constitucionais tornando mais difícil a destituição de um presidente.
Trajetória da candidata inclui passagem pela Câmara entre 2006 e 2011, atuação como congressista de oposição ao governo de Alan García e a fundação do partido Força Popular em 2009, que preside desde 2013.
Nos últimos anos, Fujimori respondeu a investigações por supostas contribuições ilícitas a campanhas ligadas a casos envolvendo a Odebrecht. Em janeiro deste ano, o Tribunal Constitucional determinou o arquivamento definitivo do processo.
Analistas ressaltam que o legado de Alberto Fujimori influencia fortemente a polarização política. O histórico de governo autoritário de seu pai é citado por críticos como entrave à legitimidade de uma eventual administração de Keiko.
Para apoiadores, o Fujimorismo representa continuidade institucional e defesa de resultados econômicos estáveis. Diversos especialistas destacam a necessidade de garantias de liberdade de expressão e de equilíbrio entre poderes em um cenário de forte fragmentação política.
O processo de apuração no Peru tende a ser mais lento que em outras democracias da região. A prioridade é a segurança na transmissão de dados, com atas de apuração centralizadas fisicamente antes da validação.
No momento, a apuração segue com votos ainda a serem contados, incluindo partes do exterior. O objetivo é apresentar o resultado oficial de forma transparente e dentro do prazo indicado pelas autoridades, até meados de julho.
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