- A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal lançou o Guia de Comunicação sobre Feminicídios no DF, apresentado durante o evento “Comunicação que Protege” no Espaço Cultural Renato Russo, em 24 de junho, produzido com TJDFT, MPDFT e DPDF.
- O público-alvo é imprensa e estudantes; a cartilha traz orientações para evitar espetacularização, combater justificativas ao agressor e pautar a cobertura pelos direitos humanos.
- O secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, disse que a ideia é humanizar a cobertura, não restringir a imprensa, e criar protocolos para evitar revitimização e constrangimento de familiares.
- O procurador-geral de Justiça do DF, Georges Seigneur, ressaltou que a narrativa pode apoiar vítimas e incentivar denúncias, destacando a importância da integração entre justiça, imprensa e rede de proteção.
- A promotora Gabriela Gonzalez enfatizou que dados mostram que medidas protetivas salvam vidas, e que muitas vítimas não haviam buscado proteção; a juíza Fabriziane Zapata alertou para o risco de copycat em casos de feminicídio.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) lançou o Guia de Comunicação sobre Feminicídios no DF, desenvolvido em parceria com o TJDFT, o MPDFT e a Defensoria Pública do DF. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 24/6, no Espaço Cultural Renato Russo.
A publicação orienta profissionais da imprensa e estudantes sobre cobertura ética, proteção de órfãos e eficácia das medidas protetivas. O objetivo é qualificar a comunicação, evitar a espetacularização e reduzir a revitimização de familiares.
A iniciativa não restringe o trabalho dos jornalistas, mas estabelece protocolos para informar com embasamento em direitos humanos e sem justificar o agressor. O foco é manter a maioria das informações relevante e responsável.
O que traz o guia
O material apresenta diretrizes para abordagens com dados verificáveis, evitando termos que minimizem a violência de gênero. O objetivo é esclarecer mecanismos legais e estimular a compreensão do público sobre o funcionamento das medidas protetivas.
Envolvidos e autoridades
Entre os signatários estão SSP-DF, TJDFT, MPDFT e DPDF, que destacam a importância da atuação conjunta. A ideia é fortalecer a integração entre justiça, imprensa e redes de proteção.
Por que é importante
O guia enfatiza que a narrativa da violência pode influenciar denúncias e atitudes da sociedade. A ênfase está em apoiar vítimas e reduzir o silêncio que favorece a continuidade de casos de feminicídio.
Aplicação prática
Segundo a coordenadora da Mulher no TJDFT, o documento aborda o conceito de copycat, alerta sobre possíveis efeitos de imitação e orienta a imprensa a evitar incentivar comportamentos violentos entre leitores.
Dados e evidências
A promotoria do MPDFT aponta que as medidas protetivas salvam vidas. Dados indicam que muitas vítimas fatais não tinham proteção ou ainda não haviam buscado o Judiciário, reforçando a necessidade de acesso e informação.
Autores do guia
O material foi elaborado pela SSP-DF em parceria com TJDFT, MPDFT e DPDF, com revisão técnica de procuradores e magistrados. A proposta é oferecer um referencial estável para futuras coberturas.
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