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Caso Master derruba líder do governo Lula

Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado após reunião com Lula, em meio à operação da Polícia Federal sobre o Master; prioridade é provar a inocência

Wagner disse que, "em conversa entre amigos", foi decidido, "de comum acordo", o afastamento dele - (crédito: Paula Fróes/Flickr)
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  • O senador Jaques Wagner (PT-BA) afastou-se da liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Lula, no Palácio da Alvorada.
  • A decisão ocorre dias após Wagner ter sido alvo de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero, ligada a fraudes do Banco Master.
  • A PF investiga possíveis benefícios recebidos pelo parlamentar, como apartamento de R$ 2,4 milhões, shows internacionais, voos privados e pagamentos de R$ 3,5 milhões a empresas do seu núcleo familiar.
  • Wagner afirmou que quer se dedicar à defesa própria e à reeleição de Lula, ressaltando que a saída foi decidida em comum acordo.
  • A disputa pela liderança no Senado segue sem definição, com notícias de aproximação entre Lula e o presidente do Senado; Camilo Santana é cotado para posição.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada, em Brasília. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira e ocorre dias após a Polícia Federal cumprir mandados na nona fase da operação Compliance Zero.

A PF investiga fraudes associadas ao Banco Master. Segundo as autoridades, Wagner seria beneficiário de valores elevados, como um apartamento de 2,4 milhões de reais, ingressos para shows internacionais, voos em aeronaves privadas e pagamentos de 3,5 milhões a empresas ligadas ao seu núcleo familiar.

Em rede social, Wagner disse ter decidido, em conversa entre amigos, afastar-se da liderança para dedicar-se à defesa e às investigações. Ele afirmou que a prioridade atual é provar a própria inocência e apoiar a reeleição de Lula.

Antes da operação, Wagner declarou que não pretendia deixar a liderança a menos que o presidente o solicitasse. Ele afirmou ter falado por telefone com Lula, que teria demonstrado solidariedade, conforme relato do senador.

A pressão de aliados do Planalto e a crise envolvendo o Master contribuíram para a saída do líder governista, segundo fontes próximas ao governo. Lula vinha defendendo apuração rigorosa de todos os envolvidos no caso, se comprovadas irregularidades.

Situação após a operação

Na ação policial, foram apreendidos US$ 49 mil, cerca de 250 mil reais em espécie e relógios de luxo no apartamento de Wagner. A defesa do senador informou que os valores correspondem a diárias pagas pelo Senado, segundo justificativa apresentada.

Wagner explicou que viajou ao exterior diversas vezes e recebeu aproximadamente 70 mil reais em diárias de 2019 até hoje. Parte do dinheiro, afirmou, veio de diárias pagas em dólar, entregues em envelopes com o timbre do Senado.

Sobre o apartamento, o senador afirmou ter pedido ajuda a Augusto Lima para adquirir o imóvel, destinado à filha; ele disse que a recompra viria posteriormente e negou transferências de patrimônio para si.

A defesa acionou o STF, pedindo a nulidade da operação, alegando erros graves e afirmando que o parlamentar não atuou para favorecer Vorcaro ou o Master. A ação continua sob análise.

Para o posto de líder no Senado, nomes avaliados entre aliados incluem Camilo Santana (PT-CE), segundo fontes do governo. A decisão final ainda não foi anunciada.

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