- Trump enfrentou críticas em reunião com colegas republicanos sobre a guerra no Irã e um acordo-quadro que oferece incentivos ao Irã, mas não atinge as metas iniciais.
- O Senado votou para bloquear uma resolução que exigia o fim das hostilidades, decisão de 50 a 47, com apoio majoritariamente de políticos do próprio blocos.
- Trump disse, nas redes sociais, que a votação é um aviso ao Irã, sem alterar a posição anterior.
- Cassidy teve discussão acalorada com Trump durante o almoço, após ser derrotado nas primárias por um adversário apoiado pelo presidente.
- O governo solicitou ao Congresso 70 bilhões de dólares para financiar a guerra, elevando o total do orçamento militar a 867 bilhões.
O presidente dos EUA, Donald Trump, enfrentou críticas fortes sobre a guerra no Irã durante reunião fechada com colegas republicanos, em Washington, na última quarta-feira. O encontro ocorreu pouco antes de o governo apresentar ao Congresso um pedido de dezenas de bilhões de dólares para financiar o conflito.
Com fontes que acompanharam a sessão, republicanos relataram uma discussão acalorada entre Trump e o senador Bill Cassidy. Cassidy destacou a necessidade de explicar o acordo-quadro assinado pelo presidente, que oferece incentivos ao Irã, porém não atinge as metas anunciadas pelo próprio Trump no início da guerra.
Segundo relatos, houve esforço de líderes do Senado para responder ao desgaste político. Enquanto a maioria republicana votou para bloquear uma resolução que pedia o fim das hostilidades, parlamentares oposicionistas foram menos numerados. A votação ocorreu na noite de quarta-feira.
Trump usou as redes sociais para dizer que a decisão serve de advertência ao Irã, ainda que a medida não altere o desfecho da votação anterior. O assunto ganhou destaque em meio a cobranças sobre a condução da guerra e o impacto político interno.
O debate interno ocorre em meio a pesquisas de opinião que indicam apoio limitado à guerra entre os eleitores. Uma sondagem da Reuters/Ipsos aponta que apenas 25% dos norte-americanos veem a guerra como justificada.
Em julho, o Senado já havia instruído o governo a encerrar o conflito, em votação distinta. Cassidy integrou o grupo de quatro republicanos que apoiaram essa resolução, ao lado de democratas. A posição abriu fissuras dentro da base governista.
Mais tarde, o governo informou ao Congresso um pedido de 70 bilhões de dólares para custear as operações de guerra. O montante complementar complementa o orçamento militar existente, de 867 bilhões de dólares.
A tensão interna revela o peso da guerra sobre a gestão de Trump às vésperas de eleições parlamentares. O pleito determinará, em parte, o equilíbrio de poder no Congresso. A situação permanece dinâmica e sujeita a novas fricções internas.
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