- Polícia e Ministério Público apontam Senival Moura, vereadora do PT, como dono de parte da frota da Transunião Transportes S.A. e ligado a esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
- Planilhas apreendidas indicam que Senival figurava como “efetivo” explorador econômico de 13 ônibus, em nomes de laranjas ou de familiares, vinculados à Transunião.
- LAB-LD identificou movimentações financeiras expressivas entre 2019 e 2022, totalizando cerca de R$ 8,6 milhões, com R$ 2,3 milhões sem origem declarada.
- Patrimônio do vereador cresce acima da remuneração, com imóveis em Juquehy (São Sebastião), Vila Madalena (São Paulo) e Extrema (Minas Gerais).
- Justiça decretou a prisão de Senival Moura por cinco dias, com possibilidade de prorrogação; MP pode pedir prisão preventiva ao término do prazo.
O Ministério Público e a Polícia Civil investigam Senival Moura, Primeiro-secretário da Câmara Municipal de São Paulo, alvo da Operação Última Parada. A apuração aponta que ele integraria a gestão de parte da frota da Transunião Transportes S.A., alvo de intervenção judicial nesta quinta-feira, 25.
Segundo as investigações, a Transunião seria usada como plataforma de lavagem de dinheiro do PCC. Planilhas apreendidas no inquérito de um caso anterior mostraram o envolvimento do vereador com a operação de veículos, sob o rótulo Contato e Contato3.
Ligação com a frota da Transunião
A polícia identificou 13 ônibus vinculados ao vereador, em nome de laranjas ou de familiares. Um veículo foi registrado em CPF da mulher de Senival; outro aparece ligado ao filho Ítalo Moura. Profissionais e familiares aparecem usados para dissimular patrimônio.
LAB-LD e evolução patrimonial
O LAB-LD avaliou movimentações expressivas entre 2019 e 2022, totalizando cerca de R$ 8,6 milhões em 3.134 lançamentos. Parte desse montante não teria origem declarada, com aportes da Transunião. A evolução patrimonial excede a remuneração como vereador.
Estrutura de poder e medidas judiciais
Senival Moura atuava como líder da bancada petista e presidia a Comissão de Transporte, ligando atuação institucional a atividades econômicas do ramo. A Justiça decretou sua prisão por cinco dias, com possibilidade de renovação, durante as investigações.
Contexto da intervenção e próximos passos
A intervenção na Transunião ocorreu por determinação da Justiça, com base em indícios de lavagem de dinheiro vinculados ao crime organizado. O Ministério Público deve decidir sobre eventual prisão preventiva após o prazo inicial.
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