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Esquerda busca restringir uso de ar-condicionado na Europa durante onda de calor

Esquerda defende limitar uso de ar-condicionado na Europa diante de onda de calor; direita propõe planos de refrigeração em escolas, hospitais e lares de idosos

Homem tentando se refrescar durante forte onda de calor na Itália, Europa. (Foto: RICCARDO ANTIMIANI/EFE/EPA)
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  • Esquerda e ambientais tentam restringir o uso de ar-condicionado na França durante onda de calor recorde, argumentando impactos no consumo de energia e no aquecimento das cidades.
  • França registra temperaturas próximas de quarenta graus, escolas fechando ou reduzindo atividades e hospitais sob pressão, com sistemas de refrigeração sendo pouco comuns nesses locais.
  • Marine Le Pen defende plano nacional de refrigeração para escolas, hospitais e casas de repouso, além de empréstimos subsidiados para famílias instalarem ar-condicionado.
  • Partidos de esquerda afirmam que o uso generalizado de ar-condicionado aumentaria o consumo de energia e geraria ilhas de calor; defendem reforma de prédios, isolamento térmico e ventilação natural.
  • Fora da França, Bélgica, Reino Unido e outras nações enfrentam o debate: Gante sugeriu evitar aparelhos; Londres planeja ampliar refrigeração em escolas e hospitais, em meio a calor extremo na região.

Na Europa, a discussão sobre o uso de ar-condicionado ganha força em meio a uma onda de calor recorde. Partidos de esquerda e ambientalistas criticam o consumo elevado e o impacto no meio ambiente, enquanto defensores da refrigeração destacam a proteção de populações vulneráveis.

Na França, temperaturas chegaram perto de 40°C e o país registrou o dia mais quente da história recente. Escolas foram abertas com dificuldades, e hospitais enfrentaram condições de trabalho desafiadoras durante a onda de calor.

Enquanto isso, a direita, incluindo Marine Le Pen, defende planos nacionais de refrigeração em escolas, hospitais e casas de repouso, além de empréstimos subsidiados para instalação de aparelhos. O objetivo é proteger vulneráveis com apoio estatal.

Debates na França e impactos práticos

Esquerdistas defendem limitar o uso de ar-condicionado para evitar maior demanda de energia e o agravamento de ilhas de calor urbanas. Também apontam riscos de vazamento de gases de refrigeração ao meio ambiente.

Jean-Luc Mélenchon critica a ideia de instalar ar-condicionado em larga escala, chamando-a de falsa solução. Partidos verdes defendem reformas de construção, isolamento térmico e ventilação natural como prioridades.

Na França, há regra desde 2022 que proíbe o uso de sistemas de ar-condicionado ou aquecimento em terraços abertos de bares e restaurantes, para reduzir consumo de energia durante períodos de calor intenso.

Também em outros países europeus

Na Bélgica, Gante recomendou evitar ar-condicionado, sob argumento de que “o melhor ar-condicionado é uma árvore”. A prefeitura recuou e passou a orientar resfriamento inteligente após críticas.

No Reino Unido, críticos alegam que políticas climáticas desincentivaram a instalação de ar-condicionado. Em Londres, o prefeito Sadiq Khan afirmou que a cidade precisará de refrigeração em escolas, escritórios e hospitais para ondas de calor futuras.

O debate ocorre diante de temperaturas altas em França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Bélgica, com escolas fechadas, hospitais pressionados e serviços públicos afetados por ondas de calor extremas.

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