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Inquérito liga suspeito membro do PCC a desvios para financiar Dark Horse

Polícia aponta desvio de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse, envolvendo empresário ligado ao PCC e superfaturamento em contrato de Wi‑Fi na periferia

Alex Leandro cumpre prisão preventiva e é réu pelo crime de feminicídio. Ele é acusado do assassinato de sua companheira, Maria Katiane Gomes da Silva - (crédito: Reprodução/Instagram/@katiane.gomes14)
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  • Investigações apontam superfaturamento no contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para instalação de Wi‑Fi na periferia, com valores estimados entre R$ 108 milhões e R$ 157 milhões, mas com indícios de cobrança mensal muito acima do previsto.
  • A auditoria identificou discrepância de preços: a Prodam cobrava R$ 306 por ponto, enquanto o ICB recebia R$ 1.800 pelo mesmo serviço; das 5 mil antenas contratadas, apenas 3,2 mil foram instaladas.
  • Cerca de R$ 12 milhões do contrato teriam sido repassados à Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., de propriedade de Alex Leandro, que já recebeu mais de R$ 3,8 milhões até dezembro de 2025.
  • Alex Leandro Bispo dos Santos, apontado como integrante da facção PCC pelo MPSP, é sócio da empresa subcontratada pelo ICB; o ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Há a hipótese de que parte dos recursos desviados tenha financiado ou custeado a produção do filme Dark Horse, com evidências adicionais de manobras administrativas para ocultar a participação de Alex nas empresas envolvidas.

O inquérito da Polícia Civil de São Paulo aponta indícios de desvios em contrato de Wi-Fi na periferia, com possível financiamento do filme Dark Horse. Segundo as investigações, o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, ligado ao PCC, figura como sócio da empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, que também integra a Go Up Entertainment, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.

A apuração aponta superfaturamento de até 230% no contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB. O acordo inicial orçou R$ 108 milhões, com estimativas de reajuste para R$ 157 milhões, para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi na capital.

A auditoria demonstrou discrepância de valores: Prodam cobrava R$ 306 por ponto, enquanto o ICB recebia R$ 1.800 fixos. Além disso, 3,2 mil dos 5 mil pontos foram instalados. Em manutenção, a Prefeitura pagou R$ 2,7 milhões por 128 pontos, pelo período de 12 meses, quando apenas dois meses de serviço existiram.

Rastreamento financeiro identificou que R$ 12 milhões do contrato foram repassados à Favela Conectada Serviços e Tecnologia Ltda., de propriedade de Alex Leandro. Até dez/2025, a empresa recebeu mais de R$ 3,8 milhões desse montante.

Manchete de desdobramentos

Uma hipótese da polícia é de que parte dos recursos desviados tenha financiado o filme Dark Horse, cuja produção é vinculada à Go Up Entertainment, controlada por Karina da Gama. A investigação também aponta indícios de tentativas de ocultar a participação de Alex no negócio.

Alex Leandro é réu em processo de feminicídio, atuando como investigado no esquema de desvios. A denúncia envolve a morte de Maria Katiane Gomes da Silva, em nov/2025, no bairro Vila Andrade, zona sul de São Paulo, com imagens de câmeras registrando agressões.

Além disso, há relatos de vizinhos com vídeo em que Alex afirma possuir o “escorpião do PCC”, suposta referência ao grupo. A Prefeitura de São Paulo, o ICB e a Favela Conectada passaram por mudanças administrativas, com alterações de razão social e de controle societário após as investigações.

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