- Jerônimo Rodrigues defendeu Jaques Wagner em Barreiras, na Bahia, a primeira aparição pública dos dois desde a operação da Polícia Federal.
- Wagner deixou a liderança do governo no Senado após acordo com o presidente Lula, ocorrido dias antes da saída.
- A operação Compliance Zero investiga suposta corrupção envolvendo Wagner e o Banco Master; também são citados Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins.
- Investigadores identificaram pagamento de R$ 3,5 milhões da empresa de Augusto Lima ao núcleo familiar de Wagner, além de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador e viagens de jato.
- Em endereços ligados a Wagner, a PF encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros; Wagner disse ter reclamado com Lula da divulgação de imagens da operação.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu publicamente o senador Jaques Wagner nesta sexta-feira, 26, em Barreiras. Wagner, ex-líder do governo no Senado, esteve no centro de uma operação da Polícia Federal. Jerônimo ressaltou a trajetória do aliado e afirmou que ele provará a inocência.
A defesa ocorre após Wagner deixar a liderança do governo no Senado na quarta-feira, 24, após acordo com o presidente Lula. A decisão foi tomada no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e atividades de pagamentos atrelados ao Banco Master.
Contexto da operação e envolvidos
A PF mira Wagner e outros alvos, como Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner e secretário de Jerônimo. Os investigadores apontam pagamento de 3,5 milhões de uma empresa ligada a Lima ao núcleo familiar de Wagner.
Segundo apuração, Wagner teria recebido um apartamento em Salvador avaliado em 2,5 milhões, viagens de jatinho ligadas ao Master e ingressos para show em Los Angeles, em 2023. Agentes também encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados ao senador.
Wagner comentou à Folha que discordou da divulgação de imagens com dinheiro estrangeiro durante a operação. O senador afirmou que pediu a Lula que avaliasse a atuação da PF e afirmou que a divulgação feriu orientações do STF sobre sigilo.
Implicações e próximos passos
A investigação segue para apurar a origem dos recursos e a relação com o Banco Master. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, indicou que as evidências destacam proximidade entre o parlamentar e o empresário Augusto Lima.
Wagner reconheceu a relação com Augusto Lima, afirmou desconhecer relação de governadores ou prefeitos com empresários e reiterou que os valores pagos podem ter origem legal, contestando parte das informações divulgadas na imprensa.
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