- A Polícia Federal investiga o escândalo conhecido como Master, com alegações de recebimento de vantagens de Daniel Vorcaro, envolvendo autoridades como Jaques Wagner, Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro.
- Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado; Cláudio Castro desistiu de disputar o Senado neste ano.
- Flávio Bolsonaro caiu em pesquisas após o Intercept Brasil divulgar mensagens em que ele teria pedido 134 milhões de reais a Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
- A PF identificou um negócio milionário entre um fundo ligado ao Master e uma empresa da família do ministro Dias Toffoli, além de contrato de mais de 130 milhões com o escritório da esposa de Alexandre de Moraes; Vorcaro teria trocado mensagens com Moraes.
- No STF, o ministro André Mendonça disse ter recebido proposta de delação premiada seletiva; Gilmar Mendes questionou Mendonça e criticou prisões como forma de forçar confissões, alimentando o debate sobre nulidades no processo.
O escândalo conhecido como Master, sob investigação da Polícia Federal, envolve acusações de recebimento de vantagens por parte de autoridades de diferentes esferas. O caso já atingiu reputações, carreiras políticas e projetos eleitorais, com potencial para novas implicações.
Entre os investigados, destaca-se o senador Jaques Wagner, que deixou a liderança do governo no Senado, e o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que abriu mão de concorrer ao Senado. Além disso, o pré-candidato Flávio Bolsonaro viu queda em pesquisas após divulgação de mensagens relacionadas ao financiamento de uma cinebiografia.
A PF identificou um fundo ligado ao esquema Master que fechou negócio milionário com uma empresa da família de Dias Toffoli, ministro do STF. Também apurou contrato de mais de 130 milhões de reais entre o banco e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes.
A troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro foi analisada pela PF, ocorrida pouco antes de prisões ligadas ao caso. A atuação envolve Três Poderes, elevando o sigilo sobre a natureza das tratativas e possíveis impactos institucionais.
O desdobramento da operação
A Procuradoria Geral e a PF indicam tentativas de pressionar pela nulidade de partes do inquérito, o que poderia favorecer investigados. O tema ganhou espaço em reportagens e análises, ampliando o escrutínio sobre o andamento das apurações.
Durante sessão do STF, o relator do caso Master, André Mendonça, foi questionado sobre uma suposta delação premiada seletiva recebida por um advogado. Mendes reagiu criticando a condução da negociação.
Mendonça afirmou haver esforços para semear nulidades processuais e proteger envolvidos nas irregularidades atribuídas ao empresário Vorcaro. O episódio alimenta o debate sobre os limites da cooperação entre autoridades e o Judiciário.
Em entrevista concedida ao programa Roda Viva, Mendes reconheceu a possibilidade de a delação ter mudado de fase, dependendo de novos elementos. O ministro ressaltou que o cenário pode evoluir conforme novas informações surgirem.
As investigações seguem com a PF enfatizando a necessidade de apurar integridade de atores públicos, sem prejulgamento. O avanço depende de coleta de provas e decisões judiciais, com foco na cadeia de responsabilidades.
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