- O ex-ministro João Roma afirmou que a performance de Jaques Wagner em entrevistas foi mais prejudicial à imagem do petista do que a operação da PF que o atingiu.
- A declaração ocorre após a 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga supostos fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
- As investigações apontam Wagner como suposto beneficiário central, com supostos pagamentos, vantagens e aquisições vinculados a atuação de agentes públicos.
- Seis dias após a operação, Wagner deixou a liderança do governo no Senado, decisão tomada depois de conversa com o presidente Lula.
- Roma disse que a postura de Wagner ao tentar justificar as razões da operação foi constrangedora.
O ex-ministro João Roma, adversário de Jaques Wagner na disputa ao Senado, afirma que a imagem do petista sofreu mais com entrevistas do que com a operação da PF em que foi alvo. A declaração ocorreu após a proximidade entre as fases da investigação e a atuação de Wagner.
A PF cumpriu, na semana passada, a nona fase da operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. As apurações apontam Wagner como possível beneficiário de vantagens econômicas.
Wagner se afastou da liderança do governo no Senado seis dias após a deflagração da operação, em decisão tomada após conversar com o presidente Lula. Para Roma, as entrevistas de Wagner agravaram a percepção pública sobre o caso, diz o ex-ministro.
Análise de reputação
Roma sustenta que a postura do rival em entrevistas contribuiu mais para a imagem negativa do petista do que a própria ação policial, segundo ele, ao descrever situações de pagamento e aquisições associadas aos investigados.
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