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Entidade leva ao STF caso de ministro militar acusado de discriminação de gênero

UBM recorre ao STF contra decisão do CNJ que rejeitou investigação por discriminação de gênero envolvendo ministro do Superior Tribunal Militar

O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, do STM
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  • A União Brasileira de Mulheres abriu ação no STF contra decisão do CNJ que negou a abertura de investigação sobre o ministro do Superior Tribunal Militar Carlos Augusto Amaral Oliveira por discriminação de gênero.
  • O episódio ocorreu em outubro do ano passado, durante evento ecumênico na Catedral da Sé, em lembrança a Vladimir Herzog, quando a presidente do STM, Maria Elizabeth, pediu desculpas às vítimas da ditadura.
  • Dias depois, em sessão do STM, Oliveira criticou publicamente a declaração de Elizabeth, afirmando que ela deveria estudar mais a história do tribunal para opinar sobre o período.
  • Maria Elizabeth afirmou não aceitar o tom misógino travestido de conselho e rejeitou o comentário como inadequado.
  • O CNJ arquivou o pedido, dizendo que a conduta não ultrapassou os limites da legalidade; a UBM recorreu ao STF para que o recurso seja analisado pelo plenário do CNJ.

A União Brasileira de Mulheres (UBM) acionou o STF contra decisão do CNJ que negou recursos administrativos para investigar o ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, do STM, por alegada discriminação de gênero. O pedido envolve episódio ocorrido em outubro do ano passado, em evento ecumênico na Catedral da Sé, em São Paulo, em memória de Vladimir Herzog.

No evento ritual de lembrança à ditadura, a presidente do STM, Maria Elizabeth, pediu desculpas às vítimas. Dias depois, Oliveira criticou publicamente a fala da colega, sugerindo que ela estudasse mais sobre a história do tribunal antes de opinar. A resposta de Maria Elizabeth foi de que o tom utilizado era inadequado e misógino sob o argumento de paternalismo.

A UBM sustenta que as declarações configuram violência institucional e simbólica contra a primeira mulher eleita para presidir o STM, buscando minar a autoridade da magistrada. O ministro Mauro Campbell Marques negou o pedido e arquivou o caso, afirmando que a conduta não extrapolou a legalidade.

A entidade recorreu ao CNJ, teve novo indeferimento e, em seguida, protocolou mandado de segurança no STF, alegando que o recurso deveria tramitar no plenário do CNJ, conforme norma interna. O mandado aponta risco de violação ética da magistratura e de exame colegiado.

O STF ainda não se manifestou sobre o mandado de segurança. A UBM solicita a anulação da decisão monocrática e a deliberação do recurso pelo CNJ em colegiado. O andamento ocorre durante o 12º Congresso da entidade, em São Paulo, reunindo cerca de 250 mulheres.

Resumo dos fatos: o que aconteceu envolve uma controvérsia entre a UBM, o STM e o CNJ sobre procedimento de apuração de suposta discriminação de gênero. Quem está envolvido: a UBM, Maria Elizabeth, Carlos Augusto Amaral Oliveira e o CNJ. Quando aconteceu: outubro do ano passado, com desdobramentos recentes. Onde: evento na Catedral da Sé, em São Paulo, e tramitação no STF. Por quê: apurar conduta de discriminação de gênero e a atuação de autoridades da magistratura.

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