- Fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) caiu para 1,9 milhão de pedidos nesta quinta-feira, menor patamar desde outubro de 2024, segundo a nova presidente, Ana Cristina Silveira.
- Em sua primeira entrevista no cargo, Silveira disse que espera queda gradual do estoque nos próximos meses e busca ferramentas para tornar a regularização mais duradoura.
- A meta é zerar os pedidos repassados fora do prazo até o fim de setembro; hoje, 616 mil estão fora do prazo, dentro do total de 1,9 milhão.
- O governo reorganizou prioridades, reduziu fluxos de análise e remanejou 10% dos servidores para atender requerimentos iniciais, além de buscar maior estabilidade dos sistemas com a Dataprev.
- Em março houve recorde de concessões, com 890 mil benefícios implementados; em abril e maio, a média ficou acima de 700 mil por mês.
O INSS informou que a fila de requerimentos caiu pelo quarto mês seguido e atingiu 1,9 milhão de pedidos nesta quinta-feira, o menor patamar desde outubro de 2024. A divulgação foi feita à Folha pela nova presidente do órgão, Ana Cristina Silveira.
Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo em abril, Silveira disse que o governo busca manter a redução da demanda de forma gradual e que pretende tornar o atendimento mais estável com novas ferramentas. A meta é manter análises em prazo razoável.
A fila já exibiu oscilações fortes nos últimos anos, acompanhando ciclos políticos. Após a digitalização, houve pico em 2021, quando houve aceleração de concessões em 2022, em ano eleitoral. O governo atual tem trabalhado para estabilizar o fluxo de benefícios.
Panorama atual
A chefe do INSS afirmou que, em junho, a queda de pedidos represados foi de 267 mil, menor queda que a observada em maio. Ela espera continuidade dessa tendência, já que casos de solução rápida já foram resolvidos. O objetivo é zerar a fila fora do prazo até setembro.
Silveira destacou que 616 mil dos 1,9 milhão de pedidos permanecem represados fora do prazo. O restante está dentro do prazo ou depende de informações complementares do segurado. A secretária disse que o fluxo está sendo ajustado com Dataprev e ministérios.
Desafios operacionais
Problemas recorrentes de infraestrutura informática continuam impactando as análises de benefícios. Em 2023-2024 houve longos períodos fora do ar, o que ampliou a fila. A Dataprev informou que, em 2026, não houve descumprimento de acordos de disponibilidade, mas não revelou índices exatos.
O INSS reorientou prioridades de análise, remanejou 10% dos servidores da área de reabilitação para atender a pedidos iniciais e desacelerou o pente fino do Benefício de Prestação Continuada. As revisões sociais também tiveram ajustes de ritmo.
Pessoal e contratação
Silveira disse que é essencial recompor o quadro de servidores, estimando a necessidade de cerca de 10 mil novas vagas. Ela mencionou um pleito emergencial de 2 mil concursados para 2027, além de 300 nomeações já anunciadas neste ano, dependentes de aprovação.
Ela ressaltou que a atuação presencial deve ser ampliada, sem excluir o trabalho remoto. A prioridade de alocação envolve equilibrar produtividade e acesso aos serviços nas agências, com decisões definidas em conjunto com órgãos parceira.
Perspectiva para os próximos meses
A presidente afirmou que a redução da fila deve ocorrer de forma gradual, mantendo o foco na melhoria de sistemas e fluxos. Em março houve recorde de 890 mil novos benefícios implementados, com volumes médios acima de 700 mil por mês em abril e maio.
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