- Advogado Vinícius Barros Colli, 31 anos, diz ter sofrido abuso de autoridade após uma discussão na academia em Planaltina, em 13 de junho, relatando imobilização com golpe conhecido como “mata-leão” e crise de pânico.
- Segundo o relato, ele teria sido impedido de contatar um advogado e a Ordem dos Advogados do Brasil, além de mencionar ser autista e estar em tratamento oncológico, informações que teriam sido ignoradas.
- A acusação teve como parte envolvida Beatriz Albuquerque Pereira, que registrou ocorrência por injúria; Colli diz que houve ofensa anterior da outra parte durante a troca de palavras.
- A Polícia Civil afirma que Colli desobedeceu ordens durante a abordagem, foi contido com força moderada e, mesmo algemado, teria proferido insultos e ameaças; ele foi levado para a 16ª Delegacia.
- A PCDF informou que, após atendimento médico, foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante por injúria, ameaça e resistência, com fiança de R$ 1 mil paga pelo advogado, que o libertou para responder ao processo.
O advogado Vinícius Barros Colli, 31 anos, de Planaltina, diz ter sofrido abuso de autoridade após uma discussão em uma academia da cidade. O episódio ocorreu na tarde de 13 de junho, durante o uso de um aparelho de musculação. Ele afirma ter sido imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão e ter perdido a consciência.
Colli relata que pediu respeito aos direitos de advogado e de prerrogativas da OAB, sem obter atendimento imediato. Segundo o relato, ele foi mantido algemado na viatura e teve acesso negado a um defensor e à OAB, além de passar por uma crise de pânico que exigiu atendimento do Samu e internação no Hospital Regional de Planaltina.
A acusação teve início após uma desavença com Beatriz Albuquerque Pereira, identificada pela polícia como a outra frequentadora. Beatriz registrou ocorrência por injúria, enquanto Colli sustenta ter sido ofendido primeiro, o que teria motivado a ação policial.
Segundo o advogado, a discussão começou quando ele pediu que Beatriz retirasse um apoio de um aparelho Smith. A mulher teria respondido de forma agressiva, o que gerou a intervenção dos policiais presentes no local.
A versão da polícia envolve uma intervenção para conter desobediência às ordens legais, com uso moderado de força para algemar Colli, que, segundo o boletim, teria chamado Beatriz de puta e insultado os agentes. A corporação afirma que ele apresentou mal-estar durante os procedimentos na delegacia e foi levado ao HRPL.
A PCDF informou que, após atendimento inicial no local, Colli recebeu socorro do Samu e foi encaminhado ao hospital para avaliação médica. Em nota, a polícia confirmou a lavratura de Auto de Prisão em Flagrantе pelos crimes de injúria, ameaça e resistência, com fiança de R$ 1 mil, paga pelo advogado, que respondeu aos procedimentos.
A autoridade policial ressalta que a partir da conclusão dos procedimentos o caso será acompanhado pelas instâncias cabíveis. O Correio não conseguiu contato com Beatriz Albuquerque Pereira até o fechamento desta edição.
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