- Lula lançou a segunda fase do Desenrola, o Desenrola Adimplentes, voltado a quem está em dia com as contas, mas tem risco de inadimplência.
- O foco são trabalhadores informais e autônomos com dívidas de até R$ quinze mil; a expectativa é beneficiar entre um milhão e três milhões de pessoas.
- O teto de juros é de 1,99% ao mês, com garantia do Fundo Garantidor de Operações.
- Na primeira versão do programa, o Desenrola renegociou dívidas de sete milhões e meio de famílias.
- A medida acontece perto do início do defeso eleitoral, que restringe ações do governo nos três meses que antecedem as eleições; pesquisa Datafolha aponta Lula com vantagem no segundo turno sobre Flávio Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Desenrola Adimplentes, nova fase do programa destinado à negociação de dívidas. A iniciativa é voltada a pessoas com contas em dia, mas com risco de inadimplência. O anúncio ocorreu em meio a ações do governo antes do período eleitoral.
A linha de atuação atende trabalhadores informais e autônomos com dívidas de até R$ 15 mil. A expectativa é alcançar entre 1 milhão e 3 milhões de pessoas que ainda não renegociaram seus débitos. O foco está em manter adimplência e evitar default.
O teto de juros fica em 1,99% ao mês, abaixo das taxas comuns em empréstimos pessoais. O suporte tem garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Bancos mostraram resistência, afirmando não ver sentido em renegociar dívidas de quem está em dia.
A medida compõe o segundo estágio de um pacote de crédito lançado neste ano pelo Planalto, já com resultados: na primeira versão, foram renegociadas dívidas de 7,5 milhões de famílias. As informações indicam continuidade de ações semelhantes.
Contexto eleitoral e calendário
Lula intensifica agenda pública antes do início do defeso eleitoral, que começa neste sábado (4) e restringe ações de divulgação governamental por três meses. A gestão busca manter visibilidade e apoio político para a disputa de outubro.
Segundo levantamento recente, Lula aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, frente a 43% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, conforme divulgado.
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