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Sandro Alex enfrenta dificuldades em Curitiba, diz líder do PP

Barros aponta desafio de Sandro Alex em Curitiba para governador; federação trabalha apoios e não descarta Moro

"Nós somos a governabilidade do Brasil. Desde a Constituição, o centro é quem decide o que é ou não aprovado", diz Ricardo Barros (PP). (Foto: Eduardo Luiz Klisiewicz/Tribuna do Paraná)
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  • Ricardo Barros, articulador do PP no Paraná, diz que a candidatura de Sandro Alex foi surpresa e que há dificuldade de angariar votos em Curitiba.
  • A federação União Progressistas analisa todas as candidaturas e pode apoiar Sergio Moro; a decisão não será unânime.
  • O acordo entre Ratinho Júnior e Moro mudou nos bastidores: Moro saiu do União Brasil para o PL, e o grupo busca acomodar várias candidaturas.
  • Barros afirma que, no Paraná, a eleição depende de Curitiba: “sem Curitiba não se faz um governador”.
  • A federação espera nomear uma comissão estadual e promover debate interno para chegar a uma posição democrática sobre o apoio a candidatos.

A fala é de Ricardo Barros (PP-PR), articulador da federação União-Progressistas no Paraná. Em entrevista, ele afirma que a escolha de Sandro Alex como pré-candidato ao governo ocorreu de surpresa e depende de negociações eleitorais para outubro, 4 de outubro, em Curitiba e no estado. A principal questão é a votação na capital e como isso afeta a composição da chapa.

Barros diz que Ratinho Júnior não planejou a candidatura de Sandro Alex e que a federação analisa todas as candidaturas para definir apoio. Não descarta apoio a Sergio Moro, caso haja acordo entre as legendas. A decisão não seria unânime e envolve alianças entre várias correntes do PP e aliados.

O líder do PP cita a importância de Curitiba para a eleição. Segundo ele, sem o peso da capital, a chance de vencer fica mais difícil. Barros ressalta que a federação ainda não definiu qual caminho tomará e que a comissão estadual precisa ser formada para avançar nas propostas.

Cenário político no Paraná

Barros descreve o episódio que levou à saída de Moro da federação, dizendo que houve divergência sobre a parceria estratégica. Ele afirma que Moro não se aproximou o suficiente dos parlamentares do grupo, o que motivou a decisão de não homologar a candidatura dele no Paraná.

Questionado sobre a atuação do Judiciário, Barros argumenta que a Lei de Abuso de Autoridade deve proteger inocentes e coibir abusos. Reconhece que o ativismo judicial pode atrapalhar o processo político, o que ele classifica como desafio institucional.

O deputado também comenta o papel do Centrão na governabilidade, afirmando que o centro ajuda a aprovar leis e emendas. Para ele, o Centrão costuma buscar equilíbrio entre direita e esquerda, assegurando a governabilidade necessária para implementar propostas vencedoras.

Sobre a polarização, Barros explica que o centro não costuma ter um candidato único forte, o que atrapalha concorrência presidencial. Ele cita que, no Paraná, a permanência de alianças depende de acordos entre várias correntes e de tempo para maturar propostas.

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