- Andy Burnham propõe reduzir em 20% as taxas de negócio para pubs, bares e casas de show, financiando o corte com sobretaxas sobre armazéns de gigantes online como a Amazon.
- O plano visa manter promessas do manifesto do Labour de não aumentar o IVA ou a contribuição para a seguridade social, com margem para ajustes fiscais no restante do programa.
- Além do corte para o setor de bebidas, a ideia é elevar o peso de taxas sobre grandes armazéns para compensar a queda, segundo Burnham.
- Burnham é esperado assumir o cargo de primeiro-ministro no final do mês, após tornar-se o único candidato na disputa pela liderança.
- O movimento ocorre em meio a pressões da indústria de hospitalidade sobre as mudanças de taxas, que já geraram aumento médio de taxas para pubs nos últimos anos.
Andy Burnham, MP de Makerfield, no Grande Manchester, pretende tornar-se Primeiro-Ministro do Reino Unido até o fim do mês, após a renúncia de Kier Starmer anunciada em 22 de junho. Burnham é o único candidato na liderança e é amplamente esperado que ocupe o No. 10 Downing Street em 20 de julho.
Em entrevista à rádio LBC, Burnham disse que poderia cortar em 20% as taxas de negócios para pubs, bares e casas de música, financiando a medida com aumento de taxas sobre armazéns de gigantes de comércio eletrônico. Ele confirmou manter as promessas da linha do Labour de 2024 sobre imposto sem elevar VAT ou National Insurance.
Segundo o plano, o corte de 20% atingiria principalmente estabelecimentos de alimentação e entretenimento, enquanto o peso fiscal sobre grandes armazéns aumentaria para compensar o custo. Pequenos varejistas e empresas independentes teriam o piso de taxas de negócios elevado pela primeira vez desde 2017.
Contexto financeiro e impactos da política
Historicamente, as taxas de negócios são vistas como pressão financeira para pubs e varejo de bebidas independentes, com preocupações sobre fechamento de espaços e margens mais estreitas. Em janeiro, o governo lançou um pacote de apoio de 100 milhões de libras para pubs, após admitir impactos imprevistos das mudanças anunciadas no orçamento de novembro, que reduziram descontos de taxas desde 75% para 40%, com zero desconto a partir de abril de 2026.
A indústria também criticou a mudança prevista de encargos, pedindo equilíbrio entre comércio online e comércio de rua. A proposta de Burnham, se implementada, poderia reduzir custos para pubs, casas de música e outras operações independentes, ao passo que aumentaria a tributação sobre grandes centros de distribuição de plataformas digitais.
Nomes e reações do setor
Executivos e entidades do setor já vinham defendendo ajustes na carga tributária para revitalizar o setor de hospitalidade. Em março, o executivo-chefe da SIBA enfatizou a necessidade de uma solução mais equitativa para permitir que pubs e cervejeiros independentes prosperem, sinalizando apoio a mudanças fiscais com foco no varejo de rua.
A expectativa é de que as propostas de Burnham gerem otimismo no setor de bebidas e entretenimento, especialmente entre estabelecimentos que enfrentam altas taxas desde o reajuste de 2026. A avaliação final depende de negociações e aprovação no Parlamento.
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