- A defesa do ex-governador Cláudio Castro afirmou que é mentirosa a ideia de que ele tenha recebido recursos atribuídos a Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.
- Castro foi citado em uma lista atribuída ao bicheiro Adilsinho, alvo da quinta fase da Operação Unha e Carne, com menção a uma doação de R$ 3,2 milhões para o político.
- A nota também ressalta que a simples menção de nome em lista não comprova recebimento de valores, e que a campanha de 2022 de Castro foi devidamente declarada e analisada pela Justiça Eleitoral.
- Castro deixou o governo do Rio de Janeiro em março de 2026, um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre recursos relativos à sua absolvição pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro em 2024.
- A quinta fase da Unha e Carne mira lavagem de dinheiro e ligações entre organizações criminosas e agentes públicos; o STF autorizou medidas restritivas e buscas envolvendo investigados.
Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro (PL), negou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, ter recebido recursos vinculados a Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. A defesa afirmou que a afirmação é mentirosa e que a simples menção de nomes em listas não comprova irregularidades. Castro não é alvo formal da operação, segundo a defesa.
Segundo apuração do g1, Castro teria sido citado em uma lista atribuída a Adilsinho, alvo da 5ª fase da Operação Unha e Carne deflagrada também hoje. A nota aponta uma suposta doação de 3,2 milhões de reais ao político, mas a defesa sustenta regularidade das contas da campanha de 2022, já declaradas à Justiça Eleitoral.
Operação Unha e Carne
O governo federal informou que a 5ª fase da operação visa aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro por organizações criminosas. A PF solicitou o sequestro de cerca de 22 milhões de reais e cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços no RJ e em São João de Meriti. Adilsinho é apontado como líder da nova cúpula do jogo do bicho, com ramificações em setores públicos.
A PF investiga ainda possíveis vínculos entre agentes públicos e integrantes do crime organizado, com base em contabilidade paralela voltada à lavagem de dinheiro e a supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares. O STF autorizou medidas que incluem bloqueio de ativos e prisões.
Contexto político e jurídica
Castro deixou o governo do Rio em março de 2026, um dia antes do julgamento no TSE sobre recursos da sua absolvição pelo TRE-RJ, em 2024. O Ministério Público Eleitoral havia apresentado recursos contra a absolvição, e, em novembro, pediu a cassação e inelegibilidade por 8 anos, decisão tomada um dia após a renúncia.
A apuração envolve ainda fases anteriores da operação, iniciadas em dezembro de 2025 com alvo o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e, na sequência, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto e o ex-deputado TH Joias. As ações também envolveram contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
Contato com investigados
O Poder360 procurou Adilson Oliveira Coutinho Filho para manifestação, mas não houve retorno até a publicação. O texto será atualizado caso haja manifestação. As autoridades não divulgaram novos esclarecimentos sobre a participação de Castro ou sobre a veracidade das citações.
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