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Ex-major é expulso da PM após esquema de propina

Ex-major da Polícia Militar do Distrito Federal é expulso após decisão do TJ que o declara indigno para o oficialato, por liderar esquema de propina com transportes piratas

Esquema contava com cinco militares - (crédito: Reprodução)
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  • Major reformado Nelimar Nunes de Sousa foi expulso da Polícia Militar do Distrito Federal, decisão publicada no Diário Oficial do DF em 1º de julho, assinada pela governadora Celina Leão.
  • Justiça do DF o declarou “indigno para o oficialato” após condenação por liderar esquema de propina envolvendo transportes piratas no Paranoá e Itapoã.
  • Investigação apontou que Nelimar, três sargentos e um soldado faturavam cerca de R$ 30 mil por mês cobrando motoristas de lotação irregulares.
  • O grupo cobrava R$ 150 por veículo por semana; pagamentos ocorriam dentro de comércios frequentados por PMs em viaturas.
  • Pelo menos cinquenta veículos foram coagidos a participar, com documentos retidos, infrações autoatadas e multas canceladas para os colaboradores.

O major reformado Nelimar Nunes de Sousa foi expulso da Polícia Militar do Distrito Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF em 1º de julho e assinada pela governadora Celina Leão (PP).

O Tribunal de Justiça do DF declarou o policial “indigno para o oficialato” após condenação por chefiar um esquema de propina envolvendo transportes piratas nas regiões do Paranoá e Itapoã.

Contexto da decisão e envolvimento

Segundo denúncia do Ministério Público do DF de 2019, Nelimar, junto com três sargentos e um soldado, faturava cerca de R$ 30 mil por mês com cobranças a loteiros.

A Corregedoria da PM conduziu a investigação; policiais foram afastados e reassumiram funções burocráticas. Interceptações judiciais reforçaram as suspeitas entre 2016 e 2018, durante governo anterior.

Pagamentos de R$ 150 por veículo por semana compunham o montante arrecadado, segundo o MP. As transações ocorriam em comércios frequentados por PMs em viaturas.

Relatos indicam que pelo menos 50 veículos foram coagidos a participar do esquema, gerando a receita mensal citada. Quem não pagava tinha documentos retidos e autuações envolvendo infrações.

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