- Uma lista apreendida pela Polícia Federal na cabeceira da cama do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em 2022, virou peça-chave para a quinta fase da Operação Unha e Carne.
- O documento reúne nomes de agentes públicos do Rio e aponta registros de supostos pagamentos, doações eleitorais e movimentações ligadas à lavagem de dinheiro.
- A relação faz referência ao codinome “Barba” associado ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, além de TH Joias e de um delegado da própria Polícia Federal.
- Na quinta fase da operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatorze de busca e apreensão, atingindo Adilsinho, Bacellar, o pastor Márcio Poncio e o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral.
- O STJ anulou a denúncia da Smoke Free, mas confirmou as investigações em curso pela PF.
Uma lista apreendida pela Polícia Federal na cabeceira da cama do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, em 2022, é peça-chave da quinta fase da Operação Unha e Carne. O documento aponta nomes de agentes públicos que teriam recebido repasses ligados à lavagem de dinheiro.
A PF sustenta que a relação cita codinome “Barba”, atribuído ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, além de mencionar TH Joias, o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, e um delegado da própria PF. O material foi encontrado no imóvel de Adilsinho, na Barra da Tijuca, quando o extraditando estava fora do país.
O Superior Tribunal de Justiça anulou a denúncia da Operação Smoke Free, mas validou as investigações. A quinta fase resultou em três prisões preventivas e 14 buscas e apreensões. Entre os suspeitos estão Adilsinho, Bacellar, Márcio Poncio, e Marco Antônio Cabral.
Desdobramentos da operação e alvos
Márcio Poncio foi preso em um flat no Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, nesta quinta-feira. Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também passou por mandado de busca e apreensão. A PF continua apurando os mecanismos de repasse e o papel de cada investigado.
A investigação continua para confirmar ligações entre os registros de pagamentos, doações eleitorais e operações de lavagem associadas ao grupo. A força-tarefa também investiga o eventual envolvimento de outras autoridades no Rio de Janeiro.
Entre na conversa da comunidade