- Lula anunciou endurecer a pena para feminicídio e usar tornozeleira para agressores, em evento na cidade de Luís Gomes, no Rio Grande do Norte.
- Ele disse que há um pacto contra a violência contra a mulher, com participação de Janja, do Supremo, do Senado e da Câmara.
- O discurso ocorre em meio ao desgaste de Flávio Bolsonaro entre eleitoras, em meio a uma série de atos públicos desde o fim do ano passado.
- Acompanhado da inauguração do Túnel Major Sales, no ramal do Apodi, o trecho integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco com bacias do Nordeste Setentrional.
- A maratona de atos de Lula segue até 4 de julho, quando passa a valer a proibição eleitoral de inaugurações por pré-candidatos.
O presidente Lula discursou nesta quinta-feira (2) reafirmando o compromisso de enfrentar a violência contra as mulheres. Em Luís Gomes, no Rio Grande do Norte, ele sinalizou endurecer a pena para feminicídio e ampliar medidas de proteção, em meio a desgaste do adversário político. O ato ocorreu durante a inauguração do Túnel Major Sales, no ramal do Apodi, integrante do Projeto de Integração do São Francisco.
Durante a fala, Lula afirmou que será criado um pacto nacional contra a violência feminina e que o endurecimento — com punições mais rigorosas e uso de tornozeleira para agressores — será prioridade. O presidente destacou a participação de equipes do governo na implementação do pacto, citando a primeira-dama e o Supremo, o Senado e a Câmara.
A agenda do dia levou Lula ainda a seguir para o Ceará, com compromissos em Quixeramobim e Juazeiro do Norte. A viagem integra uma maratona de atos pelo país, em meio a uma janela eleitoral em que pré-candidatos não podem participar de inaugurações públicas a partir de 4 de julho.
Contexto e controvérsias
Ao longo do mandato, Lula acumula críticas por declarações consideradas machistas, o que inclui recordes recentes de episódios envolvendo autoridades internacionais e membros do Congresso. Em abril do ano passado, ele fez comentários sobre uma dirigente internacional que geraram repercussão. O tema do machismo é mencionado com frequência em análises sobre a relação entre o governo e o eleitorado feminino.
O governo afirma que o foco é combater a violência de gênero por meio de ações integradas, com participação de diferentes esferas do poder. Pesquisas de opinião indicam que o apoio a políticas de proteção a mulheres segue como um eixo relevante para parte do eleitorado, especialmente em estados com forte presença de mulheres.
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