- A Polícia Federal prendeu o empresário e pastor Márcio Poncio, 52 anos, em um flat na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.
- A prisão ocorre na quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e supostos repasses a agentes públicos.
- Poncio é conhecido nas redes sociais, com 538 mil seguidores, e é pai dos influenciadores Saulo e Sarah Poncio.
- Ele é casado com a pastora Simone Poncio; o casal anunciou recentemente a reconciliação e informou que espera um filho.
- O Supremo Tribunal Federal autorizou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões relacionados aos investigados.
Márcio Poncio, empresário, pastor e pai de influenciadores, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 2 de julho, em um flat na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A ação ocorre durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que apura lavagem de dinheiro ligada à cúpula do jogo do bicho e possíveis repasses a agentes públicos.
Poncio, com 538 mil seguidores nas redes sociais, ficou conhecido pela exposição da rotina familiar ao lado dos filhos Saulo e Sarah Poncio, ambos influenciadores com grandes marcas digitais. O patriarca também atuou no mercado do tabaco, recebendo o apelido de pastor do cigarro, além de desenvolver atuação religiosa por mais de duas décadas.
Além da esfera empresarial e religiosa, ele já tentou a vida pública, disputando vagas de eleição. Em 2022, foi suplente de deputado federal, somando cerca de 33 mil votos, e participou de uma eleição suplementar para a Prefeitura de Três Rios (RJ). O casal Poncio, Márcio e Simone Poncio, tem uma relação conjugal recente que foi anunciada como reconciliação, com expectativa de filho.
Operação e dados da investigação
A prisão integra a quinta fase da Operação Unha e Carne, com base em listas apreendidas com o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. As informações apontam movimentações contábeis consideradas suspeitas, além de registros de doações eleitorais e pagamentos possivelmente indevidos.
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados. O valor total indisponibilizado pode chegar a até 22 milhões de reais, conforme apuração da Corte.
Contexto e próximos passos
A investigação busca esclarecer ligações entre organizações criminosas e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. A PF não divulgou detalhes adicionais sobre o andamento das investigações ou sobre eventuais diligências futuras. As autoridades afirmam que novas informações podem surgir à medida que as diligências avançarem.
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