- Proposta de usar câmeras corporais em mesários nas próximas eleições foi encaminhada ao TSE por advogados do Rio de Janeiro para coibir práticas ilegais.
- Pesquisas do Instituto Não Aceita Corrupção apontam que 62% dos eleitores já vivenciaram corrupção eleitoral, com aumento de 14 vezes no valor apreendido por compra de votos, totalizando R$ 21 milhões.
- No Rio, o governador interino e presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, ordenou auditorias que identificaram secretarias com até 80% de funcionários fantasmas.
- As auditorias são vistas como passos para moralizar a gestão pública e devolver o interesse público à frente das ações administrativas.
- A reportagem associa combate à impunidade como essencial para reduzir a corrupção, citando críticas da OCDE e citando exemplos de atuação firme de autoridades públicas.
O grupo de advogados do Rio de Janeiro entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma proposta de uso de câmeras corporais em mesários nas próximas eleições. A medida busca ampliar transparência e evitar abusos no processo eleitoral.
Dados de pesquisas do Instituto Não Aceita Corrupção (INAC) indicam que 62% dos eleitores já vivenciaram corrupção eleitoral. O estudo aponta ainda que o volume de dinheiro apreendido por suspeita de compra de votos cresceu 14 vezes em relação ao pleito anterior, totalizando 21 milhões de reais.
Câmeras em mesários são apresentadas como instrumento de provas com maior durabilidade, reduzindo falhas de memória. A prática já é utilizada com sucesso em ações de segurança pública, segundo defensores da proposta.
Cenário no Rio de Janeiro
No Rio, o governador interino e presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, recebeu atenção pela adoção de auditorias. A renúncia de Cláudio Castro abriu espaço para investigações sobre regularidade de servidores.
Auditorias revelaram secretarias com até 80% de funcionários fantasmas, apontam fontes ligadas ao processo. A atuação de Couto é vista como necessária para moralizar a gestão pública e reforçar o interesse público.
Panorama institucional e combate à impunidade
Artigos sobre o tema destacam a impunidade como obstáculo relevante. Relatórios de organismos internacionais criticam a necessidade de punições efetivas. A atuação firme de autoridades, como ministros de
jurisdição, é citada como exemplo de avanço institucional.
Roberto Livianu, procurador de Justiça em São Paulo, é citado como referência na luta anticorrupção. O material base inclui declarações e análises de pesquisadores vinculados ao tema.
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