- A deputada Ediane Maria Nascimento (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho de São Paulo contra Viih Tube e Eliezer, envolvendo o reality As Patroas.
- O MPT abriu procedimento para apurar condutas trabalhistas após vídeos com 11 empregados domésticos disputando prêmios, com provas gravadas.
- Ediane alega assédio moral organizacional e solicita investigação, notificação aos influenciadores e suspensão imediata do programa, caso irregularidades sejam confirmadas.
- Na primeira prova, os empregados precisaram recolher moedas de plástico espalhadas pela mansão de mais de 2.400 m², inclusive dentro de vaso sanitário, lixeira e lago; vídeos foram apagados no dia 1º, mas o inquérito continua.
- As funcionárias defenderam os patrões, negando coação e afirmando que o ambiente é regular; elas também disseram que não houve pedido de advogado.
A deputada estadual Ediane Maria Nascimento (PSOL-SP) protocolou uma representação no Ministério Público do Trabalho de São Paulo contra Viih Tube e Eliezer, no âmbito da polêmica gerada pelo reality As Patroas. A ação não é criminal, mas investiga possíveis irregularidades trabalhistas envolvendo 11 empregados domésticos.
O Ministério Público do Trabalho confirmou a abertura de um procedimento para apurar condutas apresentadas nos vídeos divulgados pelo casal. A deputada sustenta que a disputa entre os funcionários pode configurar assédio moral organizacional e solicita a investigação, a notificação dos influenciadores e a suspensão do programa se comprovadas irregularidades.
Em relação aos acontecimentos, a primeira prova mostrou empregados catar moedas de plástico escondidas pela mansão de mais de 2.400 m², incluindo dentro de vaso sanitário, lixeira e lago artificial. Os vídeos foram deletados pelo casal na quarta-feira, 1º de julho, mas o inquérito segue.
O que está em jogo
As funcionárias defendem os patrões, afirmando que ninguém foi obrigado a participar do reality e que o ambiente de trabalho seria regular. Em vídeo divulgado pela funcionária Ediléia Santana, o grupo contesta as críticas e sustenta que não houve coação, além de alegar que a exposição não prejudica a equipe.
Entre os argumentos apresentados, as funcionárias dizem que a participação não foi imposta, que o contrato de trabalho seria adequado e que todos recebem tratamento adequado. Elas alegam ainda que as críticas prejudicam a oportunidade de obter prêmios e visibilidade.
A apuração do MPT continua, mesmo com a retirada dos vídeos do ar. O desfecho depende da verificação das condutas associadas às provas veiculadas nas redes sociais do casal.
A disputa envolve também o debate público sobre condições de trabalho, responsabilização de influenciadores e os limites de entretenimento envolvendo funcionários. O caso permanece em fase de investigação, sem conclusão anunciada.
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