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Flávio propõe aos EUA blindar o Pix de sistemas não ocidentais

Flávio Bolsonaro propõe aos EUA blindar o Pix de sistemas não ocidentais e adiar tarifa de 25% por 180 dias, alegando infraestrutura pública

No documento de 86 páginas, o pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que o Pix não concorre com empresas norte-americanas; na imagem, Flávio Bolsonaro
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  • O senador Flávio Bolsonaro enviou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos um documento que propõe impedir a interconexão do Pix com sistemas de pagamentos considerados “não ocidentais” e pedir adiamento de tarifas.
  • O texto, de 86 páginas, também solicita que o governo americano adie por 180 dias uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
  • Flávio argumenta que o Pix é infraestrutura pública, não competição para empresas norte-americanas, comparando-o a uma função similar ao FedNow, do Federal Reserve.
  • A carta contesta a teoria de conflito de interesses levantada pelo governo de Donald Trump e sustenta que tarifas não alterariam a arquitetura do Pix, além de prejudicar investimentos dos EUA e fortalecer o governo Lula.
  • A proposta foi apresentada no prazo final para manifestações sobre a investigação comercial contra o Brasil; Flávio participará da audiência pública nos dias 6 e 7 de julho, em Washington.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RRJ) enviou ao USTR, órgão responsável pelo comércio dos EUA, um documento com um compromisso legislativo para impedir a interconexão do Pix a sistemas de pagamentos considerados não ocidentais. Em contrapartida, ele propõe o adiamento por 180 dias de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

O pré-candidato à Presidência sustenta que o Pix não concorre com empresas norte-americanas de pagamentos e descreve o sistema brasileiro como uma infraestrutura pública, semelhante ao FedNow, operado pelo Federal Reserve.

Na carta, ele classifica como exagerada a teoria de conflito de interesses propagada pelo governo de Donald Trump e afirma que tarifas não alterariam a arquitetura do Pix, prejudicando investimentos dos EUA no Brasil e fortalecendo politicamente o governo do presidente Lula.

A proposta foi apresentada no último dia do prazo da consulta pública do USTR sobre a investigação comercial contra o Brasil. Flávio Bolsonaro já confirmou participação na audiência pública em Washington, nos dias 6 e 7 de julho.

Para o congressista, manter a pressão tarifária em ano eleitoral seria vantajoso para Lula, segundo alegações contidas no documento. O texto cita que as tarifas recompensariam a estratégia brasileira de obstruir negociações e gerar retaliações.

O documento ressalta ainda que o Pix foi lançado em 16 de novembro de 2020, pelo Banco Central, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e aponta o sistema como marco da política financeira do período. Eis a íntegra disponível em PDF.

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