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Presidente do Einstein afirma que o hospital seria incompleto sem o SUS

Parceria entre Einstein e o SUS completa vinte e cinco anos, ampliando acesso a alta complexidade e impulsionando inovação no setor privado

Einstein administra 34 unidades públicas de saúde por meio de contratos firmados com governos estaduais e municipais
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  • O Einstein celebra 25 anos de parceria com o SUS em 2026, dizendo que a colaboração impede que seja visto como “hospital boutique” e amplia atendimentos de alta complexidade.
  • A instituição administra 34 unidades públicas de saúde por meio de contratos com governos estaduais e municipais, atendendo cerca de 14 milhões de pessoas por ano.
  • A relação público-privado funciona como centro de treinamento e validação para o setor privado, estimulando eficiência, inovação e novos tratamentos na rede privada.
  • Os ganhos para o SUS incluem acesso ampliado a especialistas, melhoria de gestão, redução de mortalidade e projetos de inovação em regiões remotas, como o Proadi-SUS.
  • Desafios persistem: falta de acesso a tratamentos de qualidade, carência de médicos no interior e desperdícios causados pela circulação de casos leves em hospitais de alta complexidade.

O Hospital Israelita Albert Einstein celebra 25 anos de parceria com o SUS em 2026, ampliando o atendimento público sem perder a qualidade. O presidente Sidney Klajner afirmou ao Poder360 que a cooperação encurta o rótulo de hospital boutique e eleva a atuação para alta complexidade. A parceria aumenta o acesso da população a tratamentos de ponta.

Segundo Klajner, o SUS funciona como um acelerador de aprendizado para o Einstein, com atendimentos que exigem gestão eficiente e soluções inovadoras. Lottenberg concorda que a cooperação é dupla: o privado aprende com o público e vice-versa, fortalecendo ambos os lados.

A relação, que já dura mais de três décadas, envolve 34 unidades públicas gerenciadas por contratos com governos estaduais e municipais, ampliando a cobertura e o treinamento de profissionais. O modelo favorece transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos.

Impacto no setor privado

A operação com o SUS é visto pelo Einstein como centro de treinamento e validação para o privado, exigindo maior eficiência. Casos de telemedicina, por exemplo, demonstram como tecnologias de logística podem ser replicadas na rede particular, com ganhos de qualidade e velocidade.

Para Lottenberg, a imersão na rede pública desenvolve liderança sob pressão, ajudando a moldar estratégias de gestão de crises. A prática é descrita como uma “universidade flutuante” para profissionais de saúde, conforme ele aponta.

  • Fortalecimento da gestão e da execução
  • Visão sistêmica do cuidado
  • Avanços em saúde populacional
  • Desenvolvimento de novos modelos assistenciais
  • Produção de conhecimento científico
  • Formação de lideranças e troca de know-how com o SUS

O que o SUS recebe

Parcerias com o setor privado aceleram a adoção de tecnologias na rede pública, como telemedicina e conectividade para regiões remotas. Em uma missão no Amapá, houve atendimento secundário por meio de internet via satélite, conectando Casai ao centro de telemedicina do Einstein.

Lottenberg acrescenta que contratos mais ágeis e maior agilidade decisória ajudam o SUS, além de pesquisas financiadas que resultam em novas terapias. Estudos em telereabilitação e uso de vacinas também são citados como ganhos compartilhados.

  • Ampliação do acesso e escala de atendimento
  • Acesso a especialistas
  • Eficiência na gestão e redução de mortalidade
  • Inovação tecnológica em regiões remotas
  • Apoio a projetos como Proadi-SUS

Gargalos a serem superados

Mesmo com avanços, gestores apontam falhas estruturais, como fluxo de atendimentos entre atenção primária e alta complexidade. A escassez de médicos especialistas no interior é citada como entrave. Desperdícios no SUS, segundo Klajner, decorrem de casos leves ocupando internações.

A experiência no setor privado é vista como fonte de melhoria, com maior rigor na alocação de recursos e resposta a crises. Padilha, ministro da Saúde, afirmou que a participação privada no SUS é necessária para acelerar atendimentos sem desconsiderar a qualidade.

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