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Quem pesa mais no debate: Lula com Jaques ou Flávio com Michelle?

Levantamento Atlas/Bloomberg aponta que crise entre Flávio e Michelle enfraquece a candidatura dele; Jaques Wagner e o caso Master também pesam sobre Lula

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  • Levantamento Atlas/Bloomberg aponta que crises envolvendo Flávio Bolsonaro com Michelle e Jaques Wagner com o caso Master são vistos como prejudiciais às candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), respectivamente.
  • Na leitura sobre Flávio x Michelle, 37,8% disseram que a crise enfraquece muito a candidatura, 26,3% disseram que enfraquece pouco; 22,4% acreditam que não afeta; 7,1% acham que fortalece muito; 2,1% que fortalece pouco; 4,4% não souberam responder.
  • Sobre Jaques Wagner e o caso Master, 32,4% avaliam que prejudica muito a campanha de Lula, 28,8% dizem que prejudica pouco, 36,3% consideram que não há prejuízo; 2,4% não souberam responder.
  • Pesquisa ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto percentual e confiança de 95%. Registro no Tribunal Superior Eleitoral.
  • Debate contou com Leonardo Bortoletto e José Eduardo Cardozo discutindo o peso político das crises e destacando que as rejeições de Flávio e Lula permanecem altas, com o desempate ainda incerto.

O levantamento Atlas/Bloomberg aponta que a crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro pode enfraquecer a candidatura do senador à Presidência. No mesmo sentido, o caso Master envolvendo Jaques Wagner é visto por eleitores como risco para Lula da Silva. Os resultados foram discutidos no programa O Grande Debate, na CNN Brasil, na última quinta-feira.

A pesquisa ouviu 4.999 eleitores entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto e nível de confiança de 95%. Os dados indicam que 37,8% avaliam que a crise entre Flávio e Michelle enfraquece muito a candidatura do senador, e 26,3% entendem que enfraquece pouco.

Para a visão sobre Jaques Wagner e o caso Master, 32,4% consideram que a situação prejudica muito Lula, 28,8% dizem que prejudica pouco e 36,3% veem sem impacto significativo. Outros 2,4% não souberam responder.

Os debatedores abordaram a leitura de cenários: Leonardo Bortoletto ressaltou que menos de 20% dos eleitores de Flávio Bolsonaro cogitam votar em outra pessoa, mesmo de fora da família. Ele vê sinais de que o eleitor indeciso pode ser o alvo de movimentos estratégicos.

José Eduardo Cardozo defende separar os casos na análise: para ele, Lula tem vantagem em relação a Flávio Bolsonaro no dano político. Segundo o comentarista, a presença de um banqueiro em audiência não equivale a buscar recursos com alguém sob restrições.

Cardozo destacou que Lula pode se sustentar ao argumento de não ter impedido investigações da Polícia Federal, enquanto o tema envolvendo Michelle Bolsonaro representa um problema adicional para Flávio. Ele ressaltou ainda que, no ambiente polarizado, as rejeições de ambos os candidatos são altas e o desempate tende a ser pequeno.

Bortoletto avaliou que o contexto político aponta para resistência de ambos os lados diante das acusações e crises recentes. Ele cita que pautas de segurança, economia e corrupção costumam recair sobre quem está no governo, aumentando o ônus para Lula caso se mantenha na disputa.

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