- tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor a partir de quinze de julho, placing o tema no centro da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Flávio Bolsonaro enviou carta ao governo dos EUA pedindo que a decisão seja adiada para depois das eleições, afirmando que premiaria quem deveria punir.
- Lula respondeu nas redes sociais, acusando o pedido de entreguismo e destacando críticas de Flávio ao Mercosul e ao interesse do povo brasileiro.
- os Estados Unidos também sancionaram o PCC e o Comando Vermelho; Brasil investiga dois brasileiros ligados ao PCC em esquema de lavagem de dinheiro.
- governo brasileiro, por meio do ministro da Fazenda, destaca soberania e reforça que investigações devem ocorrer no âmbito nacional, com cooperação internacional restrita.
O novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros passa a vigorar em 15 de julho e entrou no centro da disputa eleitoral no Brasil. O tema envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato Flávio Bolsonaro, com avaliações divergentes sobre o impacto econômico e político.
A proposta, de 25% de sobretaxa, decorre de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio (USTR) sob a seção 301. O objetivo formal é punir práticas consideradas desleais pelo Brasil em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal.
Flávio Bolsonaro encaminhou uma carta ao governo dos EUA sugerindo adiar a decisão para depois das eleições. O senador alegou que a medida pode premiar infratores e beneficiar o governo Lula politicamente, conforme o documento.
Confronto político e encontros com autoridades
Flávio Bolsonaro afirmou que o governo brasileiro estaria agindo de modo deliberado para provocar os EUA, buscando manter as tarifas como alavanca política. O texto cita encontros do senador com Donald Trump e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Plenamente contrária, Lula reagiu pelas redes sociais. O presidente acusou a família Bolsonaro de apoiar sanções aos EUA e chamou de entreguismo o pedido de adiar a tarifa. Lula afirmou que a medida fere interesses do Brasil e do povo brasileiro.
Em tom relacionado, Lula ressaltou que a defesa do fim do Mercosul, defendida por Flávio, contraria os interesses nacionais, segundo suas palavras. O presidente também destacou acordos recentes entre o Brasil e a União Europeia como demonstração de prioridade econômica externa.
Lavagem de dinheiro e sanções ao PCC
Paralelamente, técnicos do governo iniciaram apuração sobre Victor Shimada e Stella Oliveira, alvo de sanções do Tesouro dos EUA por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A investigação brasileira busca esclarecer a base das sanções.
O governo classifica o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. As medidas do USTR visam cortar fluxos financeiros e operacionais do grupo, em alinhamento com a política norte-americana de combate a organizações criminosas.
Investigações e soberania
O Ministério da Fazenda defende que investigações ocorram no âmbito brasileiro, com cooperação internacional restrita a compartilhamento de informações. O ministro enfatizou que ações estrangeiras não devem restringir a soberania do país.
Preocupam autoridades brasileiras possíveis impactos econômicos, como restrições a meios de pagamento, incluindo o Pix, caso haja sanções adicionais. Também se observa potencial efeito sobre a percepção de investidores e a imagem do Brasil no exterior.
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